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Isaura Lemos é contra o horário de verão que se inicia neste domingo, 19

15 de Outubro de 2014 às 11:28

O próximo domingo terá uma hora a menos. Isso porque, quando chegar meia-noite de domingo, 19, para segunda-feira, 20, os relógios deverão ser adiantados em uma hora, por causa do início do Horário de Verão.

Neste ano, Estados do Sul, Sudeste e Centro-Oeste devem obedecer o horário até o dia 22 de fevereiro do ano que vem. A medida, que foi adotada para economizar energia, sempre foi um tema polêmico.

“Se dependesse de mim, não existiria esse horário de verão”, declarou a deputada Isaura Lemos (PCdoB), reeleita para a 18ª Legislatura, que se inicia efetivamente em 1º de fevereiro de 2015, com a posse dos deputados eleitos em 26 de outubro.

Isaura lembrou que o Estado do Tocantins endureceu e conseguiu ficar fora do horário de verão. Para ela, falta vontade por parte de Goiás para também ficar livre de vez desse horário.

A deputada disse que apoia todos os projetos em tramitação nos legislativos do país, que colocam fim ao horário de verão. “Esse horário é maléfico, principalmente no caso do transporte escolar de estudantes da área rural, que muitas vezes caminham no escuro até o ponto de ônibus. Sem falar que as alterações no relógio biológico, principalmente das crianças, acabam por interferir negativamente no desempenho escolar.”

Ela ressalta que por mais que muita gente goste da maior presença do Sol durante o dia, para muitos, a adaptação é bem difícil, principalmente entre aqueles que precisam acordar cedo ou que têm um horário fixo e não pode se atrasar. Segundo especialistas, para a maioria das pessoas, o prazo para o organismo se adaptar ao horário de verão é de pelo menos uma semana.

Outra questão levantada por Isaura Lemos é o da segurança. Ela afirma que durante o horário de verão o trajeto para o trabalho fica mais perigoso para muitos trabalhadores. “Imagina quem mora em Aparecida e tem que sair de casa bem mais cedo para chegar no trabalho no horário correto. Com o horário de verão esse trajeto seria feito ainda no escuro, o que por si só causa uma insegurança e um temor maior com os assaltos,” diz.

Isaura Lemos acredita que a completa extinção do horário de verão seria a melhor solução, “haja vista que o impacto na economia de energia, em nível nacional, é comprovadamente muito pequeno”, concluiu.

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