Aberto na Assembleia o seminário do Sindsaúde
Está aberto o Seminário do Sindsaúde 25 anos que acontece agora no auditório Costa Lima. O tema a ser debatido será: Os Efeitos das Terceirizações do SUS na Vida dos seus trabalhadores”. Cerca de 100 pessoas participam do evento. Logo no início do evento, aconteceu uma apresentação cultural que interagiu com os participantes por meio de atividades lúdicas.
A presidente do Sindisaúde, Flaviana Alves Barbosa, discute sobre as ações do sindicato contra a viabilização das terceirizações no âmbito da saúde pública. “O Sindsaúde não concorda com a terceirização dos SUS em qualquer esfera de governo. Conforme a lei federal 880, só pode ser terceirizada para fins complementares e não total. Os hospitais tem que ter funcionários públicos contratados via concurso público. As OS’s fazem melhorias estruturais, mas não melhoram o atendimento”.
O deputado estadual Mauro Rubem (PT), que integra a organização do evento juntamente com o sindicato, disse que o principal problema das Organizações Sociais está fundamentado na dispensa de licitações. “Em defesa da saúde pública, precisamos defender a garantia de saúde. Não podemos deixar o governo entregar a gestão à iniciativa privada, onde acabam com a o processo de licitação e com a contratação de profissionais via concurso público.”
O parlamentar ainda analisou que é de extrema importância fazer um balanço dessas ações. “É necessário fazer um balanço pois esse processo das OS’s abre brecha para a ação da corrupção.”
Já para o Promotor de Justiça do Distrito Federal, Jairo Bisol o sistema de terceirização de serviços na saúde são espaços abertos para a corrupção agir. “O sistema público de saúde tem sido vitimado pela onda de terceirizações. Considerando a corrupção que é feita para financiar os grupos políticos.” Quando questionado sobre o principal problema referente a administração das Organizações Sociais frente aos hospitais, Jairo foi veemente: “Quem acredita nas OS’s que explique suas capacidades e competências para a gestão da saúde. Quem justifica que eles tem essa qualidade de serviço para administrar melhor que o poder público?”, questionou Bisol.