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Diretora do Cevam fala das dificuldades que a ONG enfrenta

25 de Novembro de 2014 às 10:41

Diretora do Centro de Valorização da Mulher Consuelo Nasser (Cevam), que abriga mulheres vítimas de violência, Dolly Soares participa da audiência pública sobre o Dia Internacional da Não Violência Contra as Mulheres, que acontece agora no Auditório Solon Amaral da Assembleia Legislativa.

A diretora da da Orgnanização Não Governamental explanou sobre as principais dificuldades do Cevam e das mulheres em relação a violência. Ela lembrou dos problemas da entidade. “Há um ano anunciamos a suspensão das atividades do Cevam devido a falta de estruturas financeiras.”

Segudo ela, a situação melhorou atualmente, porque alguns parceiros têm auxiliado no restabelecimento do sistema financeiro da instituição. “De janeiro a maio deste ano empresas e instituições procuraram o Cevam para ajudar e aos poucos fomos retomando as políticas sociais.”

Dolly informa que, hoje, mais de 50 pessoas, entre mulheres e crianças, estão abrigadas no Cevam. Ela também lembrou a falta de abrigos em Goiás. Disse que as vítimas vivenciam essa realidade da não existência de suporte. O que o Cevam precisa, conforme Dolly Soares, é de oportunidade para articular com instituições e empresas para que possam custear as despesas e continuar as políticas da ONG.

A diretora apresentou dados preocupantes: “Dezesseis mil casos de violência contra a mulher apenas em 2014. Cerca de 3 casos de estupros por dia. Cento e setenta mulheres assassinadas em 2013, e em 2014 mais de 190 apenas em Goiânia.”

Conforme a diretora do Cevam, pesquisas recentes apontam que duas em cada três mulheres sofrem violência domiciliar. E demonstrou sua indignação sobre a realidade falando que as autoridades continuam fazendo “ouvidos mortos”. Ela ainda disse que o CEvan não está amargo, apenas cansado, pois são décadas de luta. “Nos últimos anos 27 mil pessoas foram atendidas.”

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