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Assembleia sediou encontro de Grupos de Trabalho da Comissão Estadual da Verdade

28 de Novembro de 2014 às 10:09

Auditório Solon Amaral foi palco do oitavo encontro de grupos de trabalho da Comissão Estadual da Verdade, que começou às 9 horas desta sexta-feira, 28. O evento foi inteiramente dedicado à apresentação da biografia do ex-deputado goiano José Porfírio de Souza, desaparecido em 1973.

Fizeram parte da composição da mesa o vice-presidente da Comissão, Jales Mendonça, e o secretário da Comissão Estadual da Verdade, Fabrício Bonfim.

Coordenador do Grupo de Trabalho Lutas Sociais, o professor Renato Dias apresentou um breve relato biográfico, intitulado "De camponês a subversivo: a trajetória política de José Porfírio de Souza (1950-1973)". O trabalho é fruto de um projeto de pesquisa conduzido pelo professor, que foi desenvolvido com a colaboração de duas alunas da Universidade Estadual de Goiás (UEG).

GTs


As reuniões da Comissão Estadual da Verdade têm como objetivo apreciar o resultado das pesquisas realizadas por seis diferentes Grupos de Trabalho (GTs) temáticos, que deverão entregar um relatório até o próximo dia 15 de dezembro. O resultado, fruto do esforço conjunto dos grupos, será posteriormente encaminhado à Comissão Nacional da Verdade, instalada no Congresso Nacional.

"Presos e perseguidos políticos", "mortos e desaparecidos políticos na ditadura militar em Goiás" e "lutas sociais" são alguns dos temas estudados pelos especialistas que compõem os Grupos de Trabalho da Comissão Estadual da Verdade.

Biografia


Filho de camponeses emigrados do Maranhão, José Porfírio de Souza nasceu na cidade tocantinense de Pedro Afonso. Líder da Revolta Camponesa de Trombas, em Goiás, projetou-se nacionalmente, à frente de diversos episódios relacionados às lutas camponesas, nos anos 50. Deputado entre os anos de 1962 e 1964, participou do Congresso Nacional Camponês, em Belo Horizonte (MG).

Para o professor Renato Dias, o desaparecimento de José Porfírio em 1973 poderia ser atribuído a participações do ex-deputado em organizações clandestinas, no sul do Maranhão. "Ele acreditava que a reforma agrária gradual fora usurpada pelo Golpe de 64, e, por isso, pode ter se engajado na luta armada", cogitou.

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