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Parlamentares falam sobre o Simve

22 de Janeiro de 2015 às 12:51

Na última terça-feira, 20, o Governo do Estado incorporou à egurança Pública 330 novos policiais do Serviço de Interesse Voluntário Militar Estadual (Simve) e 85 viaturas modelo Ford. Também foram apresentadas oito canoas de cinco metros, seis motores 15 HP e seis carretas, para equipar o Batalhão Ambiental do Estado.

Para o deputado Marcos Martins (PSDB), a medida tomada pelo governador Marconi Perillo contribui para melhorar a segurança no território goiano. “Acho que a medida é acertada. O Estado e a população serão bem-atendidos por esses servidores egressos das Forças Armadas e que estão preparados para fornecer segurança à população.”

Já o deputado Major Araújo (PRP) põe dúvida sobre a eficácia da medida. “O Simve é um programa tapa-buraco que não resolve o problema. Há déficit no processo de formação, que não dá fundamentação para essas pessoas fazerem parte do sistema de segurança pública.”

O parlamentar discorda da forma como os novos agentes são incorporados. “O correto é o processo de inclusão por via de concurso público para completar o quadro da polícia, que está defasado. Esses temporários auxiliam no combate a insegurança apenas por um curto período, sendo que eles têm formação precária.”  

Atualmente o quadro do Simve conta com 2.092 policiais e a meta do Governo é chegar a 2.418 até o mês de março. O Simve foi implantado em janeiro de 2013 e, polêmicas à parte, segundo divulgou no ano passado a Secretaria de Segurança Pública, após a adoção do programa, os resultados relacionados a taxa de homicídios foram positivos.

O mês de setembro de 2014, por exemplo, foi o menos violento dos últimos três anos, com registro de 206 homicídios em todo o Estado. O que demonstra a redução de 6,3% em relação ao mesmo mês de 2013, que registrou 220 ocorrências. Sendo que em setembro de 2012 houve 237 vítimas por homicídio em Goiás.

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