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Presidente em exercício, Nédio Leite fala sobre Reforma Política

12 de Fevereiro de 2015 às 11:11

Uma das prioridades anunciadas pela presidente Dilma Rousseff (PT) desde que garantiu seu segundo mandato, iniciado neste ano, a reforma política voltou a ser discutida nessa terça-feira, 10, na Câmara Federal com a instalação de uma nova comissão especial para tratar do tema. Em entrevista à Agência Assembleia de Notícias, o presidente em exercício da Assembleia, deputado Nédio Leite (PSDB), falou do assunto.

Declaradamente favorável à eleições coincidentes e mandatos de cinco anos, Nédio Leite destacou que a Reforma Política deve obrigatoriamente promover mudanças mais profundas. Ele diz que a reforma é a solução para nosso país.

Nédio tem opinião sobre algumas das propostas em discussão na Reforma Política. "Um dos pontos que acredito ser fundamental é o voto distrital. Nesta modalidade os eleitores podem eleger candidatos que realmente conhecem as regiões representadas e evitará, ainda, a vitória de candidaturas que são beneficiadas exclusivamente pelo poder econômico investido nas campanhas.”

O tucano defende também a alteração no sistema de coligações. Para ele não é justo um candidato com votação expressiva não se eleger em lugar de outro com votação inferior, segundo as regras do sistema proporcional. “Isto dará condições para acabar com um problema atual que é a existência dos chamados partidos de aluguel.”

Ele defende o fim da reeleição e a adoção de eleições gerais a cada cinco anos, já que, em sua opinião, pleitos de dois em dois anos tomam tempo, criam desgastes e elevam custos.

“Além disso, irá acabar também com a exploração política que existe entre as esferas. Da mesma forma a reeleição, já que o candidato de primeiro mandato norteia suas atitudes em função da reeleição, ficando em segundo plano a administração em si. Acredito que cinco anos são suficientes para que um executivo consiga cumprir seus propósitos de campanha”, afirma.

O presidente em exercício acredita que com toda a sinalização já demonstrada pelos agentes políticos em Brasília, é grande a probabilidade de a Reforma Política sair dos discursos e estudos. “Já montaram uma comissão na Câmara, para tirar da gaveta temas polêmicos que foram entravando o processo. Com esse trabalho sendo agora retomado e o debate dirigido na proposta de elaboração de um relatório, não há porque a reforma não acontecer.”

O deputado afirma que a sociedade anseia por essa Reforma Política. “Desde as manifestações de 2013 a sociedade vem cobrando mudanças no formato que aí está. E o que devemos fazer como políticos é atender a esses anseios e dar a sociedade uma maneira mais eficiente de governabilidade do Brasil.”

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