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Campanha da Fraternidade

03 de Março de 2015 às 17:43
Sessão especial nesta 2ª-feira, 2, apresentou a Campanha da Fraternidade de 2015, por iniciativa do deputado Humberto Aidar.

A Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) realizou sessão especial de apresentação da Campanha da Fraternidade do ano de 2015, que tem como tema: “Fraternidade: Igreja e Sociedade” e lema: “Eu vim para servir”. A solenidade aconteceu na noite desta segunda-feira, 2, no Plenário Getulino Artiaga, por iniciativa do deputado Humberto Aidar (PT).

Em seu discurso, Humberto Aidar lembrou que se trata do nono ano seguido que a Assembleia apresenta a Campanha da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB): “A cada ano apresenta um tema de fundamental importância para a construção de um mundo melhor”.

De acordo com Aidar, o debate realizado na Assembleia todos os anos se amplifica em todo o Estado, pois são representadas todas as regiões de Goiás que levam para suas comunidades, paróquias, escolas, Câmaras Municipais e outras entidades, os temas apresentados pela CNBB.

“Eu quero dar meu testemunho sobre o serviços social prestados pela Igreja Católica, não só com a Campanha da Fraternidade, mas com diversas ações solidárias em suas mais diversas paróquias e pastorais. A Igreja de Goiânia e de Goiás tem se mostrado cada vez mais atuante, participativa, consoladora, misericordiosa e samaritana”, afirmou o deputado.

Para Aidar, a Campanha da Fraternidade é um espaço privilegiado de debates, convergência de ideias e evangelização, na qual a Igreja e a comunidade discutem temas de grande importância, mostrando assim a sua vocação par o diálogo e colaboração com a sociedade, como pede o Concílio Ecumênico.

O deputado ressalta que a campanha deste ano tem como objetivo tocar o coração para a prática da solidariedade, da caridade, do amor ao próximo, unindo fé e ação. “Aliás, falar em unir fé e ação é cair em redundância, pois não existe fé sem ação, e vice-versa. Uma sociedade só é sociedade quando todos participam do conviver e do decidir e não permitem que uma pessoa seja excluída, abandonada, deixada à margem sofrendo, sem ter uma mão amiga para segurar e se levantar”, observou.

O deputado citou o Papa Francisco, que, em carta enviada em apoio à Campanha da Fraternidade no Brasil deste ano, citando o evangelista Marcos, disse que Cristo não veio para ser servido, mas para servir e dar sua vida em resgate por muitos.

“Nós vamos sair desta sessão de hoje com a missão de levar para as nossas comunidades o chamamento que nos foi feito. E, como não somos de rejeitar desafios, vamos transformar esse chamamento em ação, gestos solidários e muita vontade em servir nosso semelhante”, finalizou.

Arcebispo de Goiânia

Dom Washington Cruz afirmou que o texto base da campanha elaborado pela CNBB faz análise profunda e crítica da sociedade brasileira, em questões relacionadas a saúde, educação e propriedade da terra. Segundo Dom Washington, o texto mostra que os bispos detectam uma crise na classe média em ascensão, que está se tornando alvo fácil do endividamento e do descontrole do orçamento familiar por causa das altas taxas de juros. 

O arcebispo fala ainda sobre a necessidade se ajudar os excluídos, os povos indígenas, pescadores e nômades que se movimentam pelo País e comenta que crescimento da violência é também tema de preocupação da Igreja. “Existe uma sensação de impunidade, mesmo assim 500 mil pessoas se encontram em situação de prisão”, disse. 

Dom Washington afirma que a Igreja denuncia um autêntico extermínio dos jovens no Brasil. De acordo com ele, a taxa de mortes naturais ou violentas de jovens, segundo os dados de 2013 subiram mais de 200 por cento em relação ao ano anterior. “A Igreja sabe que o empenho pela superação deste problema é complexo e tem procurado colaborar para que as relações sociais sejam marcadas pelo respeito e pelo equilíbrio”, disse.

A participação da Igreja com suas diversas instituições na lei de inciativa popular que resultou na Lei da Ficha Limpa é outro fato citado por ele. “Claro que deve haver o controle social da Lei para aumentar sua eficácia”, disse. Citou ainda o projeto Saúde Mais Dez, que reivindica 10% do orçamento da União para a saúde pública, que foi resultado da Campanha da Fraternidade de 2012.

Reitor da PUC Goiás

O professor Wolmir Therezio Amado, reitor da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC), discursou da tribuna do Plenário Getulino Artiaga, quando destacou o papel social da campanha e da Igreja Católica. "Viemos não para assistir uma sessão, mas viemos para dizer que nós como cidadãos, temos uma mensagens para todos os credos, para todo ao País e para o Planeta."

O reitor disse que se sente honrado de poder lançar a campanha na Assembleia. “Esta campanha é inédita, é original no mundo tudo. Com este conteúdo e esta implicação social que pode ter é uma campanha única no mundo.”

Amado lembra que a campanha foi criada em 1964 e os temas iniciais estavam mais voltados para a vida paroquial, mas foram se abrindo para questões sociais e para os desafios do Brasil e do mundo. “Esta campanha é uma sínteses dos 51 anos da campanha”, disse.

Ele enfatizou o compromisso dos cristãos diante dos desafios da atualidade no Brasil e no mundo. “Os sofrimentos dos outros são também os nossos. Não há nada que seja humano que não toque o coração de um cristão”, frisou.

Wolmir Amado ressaltou a importância de, a partir do lema da campanha, se analisar a realidade, interpretá-la e promover ações pessoais e comunitárias. “Esta campanha enfatizou a necessidade de olhar a realidade, os desafios atuais, como problemas hídricos, pobreza, corrupção. É isto que estamos refletindo em nossas comunidades e na Igreja”, afirmou.

De acordo com o reitor, é preciso interpretar tudo à luz da palavra da Sagrada escritura, “que é a luz do agir, no caminho das obras sociais e das pastorais, além das nossas iniciativas pessoais como cristãos”. Neste sentido, lembra o papel social da igreja nos serviços oferecidos em hospitais, santas casas, escolas e universidades. “Não há quem não seja tocado por Cristo que também não seja tocado pelos pobres. E é isto que estamos pregando na Campanha da Fraternidade”, assinalou.

Composição da Mesa

Além do deputado Paulo Cezar Martins (PMDB) no exercício da presidência, a Mesa foi composta pelos seguintes nomes: assessor especial do Governador, Juarez Magalhães, representante do chefe do Executivo Estadual, Marconi Ferreira Perillo Júnior; desembargadora Elizabeth Maria da Silva, representante do Tribunal de Justiça de Goiás; Dom Washington Cruz, arcebispo metropolitano de Goiânia; o reitor da PUC, professor Wolmir Therezio Amado; Eliana França, representante da presidente da OVG, Valéria Perillo; e assessor parlamentar Paulo Carneiro, representante do senador Wilder Morais (DEM).

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