Frente a Frente
O programa Frente a Frente, exibido pela TV Assembleia, com apresentação do jornalista Murilo Santos, traz como entrevistados desta semana os deputados Talles Barreto (PTB) e Ernesto Roller (PMDB), que debateram o tema Reforma Política. Por causa da chuva, a atração que normalmente é gravada nos jardins da Assembleia, foi transferida para as dependências da Agência de Notícias da Casa. O programa está na grade de programação da emissora, no canal 8 da Net, e também pelo próprio Portal da Assembleia.
O primeiro a falar foi Ernesto Roller. Ele enfatizou que o ponto fundamental da Reforma é mais o eleitor do que a legislação. Disse também que, em sua opinião, o projeto a ser implantado no Brasil não deve copiar modelos de outros países e que o financiamento das campanhas políticas deve ser privado e não público. “A doação de dinheiro para as campanhas não pode ser vista como algo negativo, como acontece atualmente no Brasil. A pessoa física tem que participar, pois assim a fiscalização vai ser mais eficiente e evitar a formação de caixa 2, como acontece atualmente”, disse.
Já Talles Barreto é adepto do financiamento público, pois, segundo ele, do contrário o poder econômico prevalece sobre o trabalho dos parlamentares. “O fundo partidário e a propaganda eleitoral já são financiados com dinheiro público”, ressalta. Para o parlamentar trabalhista, o custo atual das eleições e da manutenção de prefeitos e vereadores são injustificáveis. “E o eleitor tem uma parcela de culpa nisso. Ele deve buscar se informar e pensar na coletividade”, comentou.
Ernesto Roller criticou os “arremedos de reforma”. Segundo ele, em qualquer situação de crise, a Reforma Política começa a ser defendida como a salvação de todos os problemas. “O Brasil tem uma característica. Só fecha a porta depois que o ladrão entra”, enfatizou. O peemedebista defende a coincidência de mandatos, porque assim o País não teria de parar a cada dois anos para realizar eleições. “Assim não vai ter como o candidato de um partido trabalhar para outra legenda”, explicou.
Os parlamentares comentaram ainda sobre temas como voto distrital misto, lista fechada, coligações, eleição proporcional e fidelidade partidária.