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Segurança Pública

13 de Abril de 2015 às 18:02
Secretário confirma concurso como alternativa para demissões do Simve, durante audiência realizada por Adriana Accorsi nesta 2ªfeira.

Por iniciativa da presidente da Comissão de Segurança Pública da Casa, deputada Delegada Adriana Accorsi (PT), foi realizada na tarde desta quarta-feira, no auditório Costa Lima, audiência pública sobre Segurança Pública no Estado de Goiás.

Na abertura dos trabalhos, Adriana Accorsi disse que o evento, mesmo tendo sido proposto depois da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de colocar fim à contratação de policiais temporários que integram o Serviço de Interesse Militar Voluntário Especial (Simve), tinha o intuito de debater alternativas para garantir a segurança da população. Ela disse acreditar que uma boa proposta é formar parcerias entre as Polícias Civil e Militar e as guardas municipais.

Além de Adriana Accorsi, fizeram parte da mesa diretiva o deputado Major Araújo (PRP), que é vice-presidente da Comissão; o presidente da Assembleia, deputado Helio de Sousa (DEM); e os deputados Jean (PHS), Santana Gomes (PSL) e Paulo Cezar Martins (PMDB). Também estiveram na audiência os deputados José Nelto (PMDB) e Lucas Calil (PSL).

O deputado Major Araújo (PRP), membro da Comissão de Segurança, parabenizou a deputada pela iniciativa. Segundo o parlamentar, mesmo em pouco tempo de trabalho no Parlamento goiano, Adriana tem trabalhado de forma assídua em favor da Segurança Pública do Estado de Goiás.

Araújo também agradeceu o secretário de Segurança, Joaquim Mesquita, por ter aceito o convite de participar da audiência e enfrentar de frente e de maneira autêntica o problema que está acontecendo no Estado. Após as formalidades, o deputado cobrou respostas do secretário e disse que Goiás espera medidas efetivas que possam garantir a segurança da população. 

Autonomia

Joaquim Mesquita lamentou a decisão do STF em colocar fim à contratação dos policiais pelo Simve por considerá-lo inconstitucional. O secretário disse que este julgamento reflete bem o modelo de Federação que existe no Brasil. Ele teceu críticas à forma de administração existente e disse que os Estados precisam legislar sobre os seus problemas, porque não possuem hoje autonomia e meios para contemplá-los.

Em sua opinião, a implantação do programa pelo Executivo Estadual se deu de forma legal, ao se formalizar após aprovação, como projeto de lei, por unanimidade na Assembleia Legislativa de Goiás. “Mas agora é considerado inconstitucional pela mais alta Corte do País”, disse. Joaquim Mesquita manifestou o seu anseio por aprovação de uma emenda à Constituição, em tramitação no Congresso Nacional desde 2008, que dá essa autonomia aos estados.

O secretário aproveitou para anunciar, formalmente, que o governador Marconi Perillo (PSDB), preocupado e consciente da situação gerada após o fim do Simve, em reunião realizada nesta segunda-feira pela manhã, com a presença de várias autoridades, autorizou que se faça um novo concurso público para o preenchimento de 1.500 vagas para soldado da Polícia Militar.

O comandante da Guarda Civil Metropolitana, Elton Magalhães, colocou a corporação à disposição do Estado para ajudar a combater crimes na região de Goiânia. Ele apresentou números que demonstram a atuação dos guardas civis para ajudar a garantir a segurança na grande Goiânia. “No ano passado atendemos mais de 15 mil ocorrências e ajudamos a recuperar mais de 400 veículos. Temos atualmente mais de 400 guardas trabalhando armados. E, em toda a região metropolitana, incluindo Aparecida e Senador Canedo, são cerca de 2.300 policiais. 

No encerramento da audiência, Joaquim Mesquita se manifestou contra a convocação de excedentes acima do limite de 50% do concurso público da Polícia Militar realizado pelo Estado. “Se num processo administrativo eu for chamado a opinar, me manifestarei contra. Entendo que o interesse público será melhor atendido se houver a realização de concurso, pois milhares de pessoas terão o direito de disputar as vagas”, disse.

O secretário também disse que concorda com posicionamento do deputado Major Araújo (PRP), de que o atual efetivo não conseguirá cumprir toda a jornada de trabalho que era realizada pela PM com a participação dos contratados pelo Simve.

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