Deputado vai pedir ao Ministério Público que investigue Celg Telecom
O deputado José Nelto, líder da bancada do PMDB na Assembleia, protocola uma representação nesta quinta-feira, 23, às 14 horas, no Ministério Público Estadual. Através do documento, o parlamentar solicita do promotor de Justiça Fernando Krebs uma investigação sobre a empresa Celg Telecom.
Segundo Nelto, a Celg Telecom foi criada há dez anos com a intenção de aplicar, em Goiás, uma suposta nova tecnologia que permitiria oferecer internet e telefonia através da rede elétrica a preço de banana. “As denúncias são de que a empresa existe somente no papel”, ressaltou.
Segundo ele, ano após ano, a empresa pagou suas despesas administrativas e os salários de diretores e conselheiros sem nunca gerar um só centavo de receita e sem avançar um milímetro no seu objetivo. "Os gastos foram custeados por repasses da Secretaria da Fazenda, que somente no ano passado transferiu R$ 1,2 milhão para a Celg Telecom pagar a folha e as contas, conforme denunciou no sábado, 18, a coluna Giro, em O Popular.”
De acordo com o deputado, a ideia de disponibilizar telefonia e internet pela rede elétrica, que já está instalada e, portanto, teria um custo baixíssimo, é simplesmente inviável e não tem precedentes em nenhum lugar do mundo. “Goiás, na verdade, copiou imprudentemente iniciativas das companhias elétricas do Paraná, de São Paulo e de Minas Gerais, que chegaram a testar o sistema e, há tempos, desistiram.”
Segundo ele, o motivo é simples: tecnicamente, não há como usar a rede elétrica para circulação de voz e dados. Nelto avalia que a fiação não é adequada, os relógios e medidores não têm como ser adequados e as interferências eletromagnéticas corromperiam as transmissões. "Além disso, a evolução da tecnologia wi-fi, cada dia mais barata, inviabiliza economicamente qualquer adequação da rede elétrica para voz e dados, se isso fosse possível.”
O deputado afirma que a Celg Telecom, portanto, não passa de um cabide de empregos que já deveria ter sido extinto há tempos.