Organizações Sociais
Encerrada a reunião da Comissão de Saúde e Promoção Social da Assembleia Legislativa com os representantes das Organizações Sociais que administram os hospitais que compõem o quadro da Secretaria Estadual de Saúde (SES). A proposta do evento foi de discutir a “Saúde em Goiás antes e depois das OS”.
Para o deputado Gustavo Sebba (PSDB), esta reunião teve como principal objetivo levantar as principais mudanças promovidas pelas Organizações Sociais que estão à frente das unidades de saúde do Estado, no sentido de esclarecer as dificuldades e progressos realizados até o momento.
De acordo com Rafael Nakamura, que é diretor técnico do Hospital Alberto Rassi – HGG, a unidade de saúde agora tem as condições ideais para melhor atender aos pacientes. “O HGG se tornou referência em tratamentos complexos e de alto custo, o que agora fornece a estrutura necessária para atender os pacientes do SUS.”
Já Leonardo Ornelas, que é assessor jurídico da Associação Comunidade Luz da Vida, que vai gerir o Credeq (Centro de Referência e Excelência em Dependência Química), informa que ainda não há números para serem apresentados, pois a unidade de Aparecida de Goiânia ainda não está funcionando. “Não há possibilidade no momento de se fazer comparação, pois o Credeq de Aparecida ainda está sendo construído. As obras estão com cerca de 90% concluídas e em breve estará em funcionamento.”
Conforme o superintendente executivo da Associação Goiana de Integralização e Reabilitação (AGIR), Sérgio Daher, a entidade gere os seguintes hospitais: Centro de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo (Crer), Hospital de Urgências de Goiânia unidade 2 (Hugo 2) e Hospital de Dermatologia Sanitária e Reabilitação Santa Marta (HDS). Para Sérgio, quando se fala em hospital tem que se falar de maneira globalizada e não apenas em números.
“Quando estamos falando de hospital, estamos falando de centro cirúrgico, atendimentos, medicamentos, tratamentos, UTI, exames e outras coisas que englobam essa realidade. E dentro disso nós evoluímos de 78 mil pacientes atendidos em 2012 para quase 100 mil em 2014. Isso é um avanço. O Crer, hoje, é uma unidade de saúde pública que evoluiu em todos os sentidos”, destacou Daher.
Ana Maria, que é assessora de qualidade do Hospital de Doenças Tropicais (HDT), e representou o Instituto Sócrates Guanaes (ISG), aproveitou o momento para esclarecer sobre as reais condições da unidade de saúde. “Após a reestruturação, nós conseguimos superar as metas estabelecidas pela Secretaria Estadual de Saúde. Atualmente o HDT recebe diversas visitas de gestores interessados em adotar o seu sistema de gestão.”
Já Rita Leal, que é diretora regional do Instituto de Gestão e Humanização (IGH), entidade responsável pela gestão do Hospital Materno Infantil, a reestruturação está sendo atrapalhada pela superlotação. “As reformas de reestruturação estão sendo feitas, mas o problema da superlotação está atrasando o melhor andamento das obras. Tivemos que fazer uma estrutura no estacionamento para que os atendimentos não fossem interrompidos, pois caso fosse, certamente iria resultar em aumento de mortes de gestantes e bebês.”
O diretor geral do Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo), Ciro Ricardo, que integra o Instituto de Gestão em Saúde (Gerir), contou sobre a situação vivida no hospital durante o período em que estava em más condições.
“O maior hospital para atendimento de trauma estava sucateado e não tinha condições de atender. Com a implantação da OS, a mudança foi da água para o vinho. A estrutura física e de equipamentos, que eram um caos, foram trocados e agora são equipamentos de última geração e estrutura física revitalizada.” O diretor do Hugo ainda ressaltou que essa ação só foi possível devido ao intermédio da Secretaria Estadual de Saúde.
Para Reginaldo Costa, da Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar (PRÓSAÚDE) e diretor geral do Hospital de Urgência da Região Sudoeste - Dr. Albanir Faleiros Machado (HURSO), antigamente a unidade não tinha condições de atender os pacientes da região Sudeste. “Antes, a região Sudeste do Estado sofria para ter sobrevida após um trauma. Atualmente temos melhorado as condições de atendimento no sentido de proporcionar uma saúde equiparada ao que é disponibilizado aos pacientes da capital.”
O superintendente executivo da SES, Halim Girade, destacou a atuação das Organizações Sociais no sentido de melhorar as condições de atendimento e reestruturação das unidades de saúde. “Gostaria que aqui tivesse mais deputados presentes para ouvir as colocações de cada OS. O trabalho das OS é extremamente reconhecido, por terem transformado hospitais sucateados em hospitais referência, o que é aprovado pela grande maioria da população no Estado.”
O deputado presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação da Assembleia, Talles Barreto (PTB), também lamentou a ausência dos parlamentares de oposição, que criticam a gestão das OS. “Existem deputados que não acreditam nas OS, mesmo diante de números. Esses que criticam não estão aqui para questionar e esclarecer suas dúvidas.”
Já o vice-presidente da Comissão de Saúde e Promoção Social, deputado Dr. Antonio (PDT), disse que, antes das Organizações Sociais, os gestores tiravam dinheiro do próprio bolso para custear materiais de necessidade básica. “Antigamente, muitas vezes o gestor do hospital tinha que pegar dinheiro do próprio bolso para bancar alguma necessidade básica da unidade de saúde. Hoje não existe isso. O Governador acertou em cheio nesse sistema de gestão.”
No encerramento da reunião, o deputado Gustavo Sebba anunciou as primeiras ações que serão tomadas pela comissão. “Fico triste pela não participação dos deputados de oposição, que são contra as OS na gestão dos hospitais que são do quadro da Secretaria Estadual de Saúde. Esta reunião foi muito importante para estreitar as relações entre parlamento, Governo e Organizações Sociais. E aproveitando o momento já declaro que esta comissão já tem um cronograma de visitas às unidades de saúde para verificar as reais condições dos hospitais.”
Encontravam-se presentes representantes das seguintes instituições: Instituto de Desenvolvimento Tecnológico e Humano – IDTECH; Instituto Sócrates Guanaes – ISG; Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar – PRÓSAÚDE; Fundação de Assistência Social de Anápolis – FASA; Associação Goiana de Integralização e Reabilitação – AGIR; Fundação Instituto de Pesquisa e Estudo de Diagnóstico por Imagem – Fidi; Instituto de Gestão e Humanização – IGH; Instituto de Gestão em Saúde – Gerir; Instituto Brasileiro de Gestão Hospitalar – IBGH; Associação Comunidade Luz da Vida.
A composição da mesa diretora dos trabalhos foi formada pelo presidente da Comissão de Saúde e Promoção Social, deputado Gustavo Sebba, pelo vice-presidente da comissão, deputado Dr. Antonio (PDT), pelo superintendente executivo da Secretaria Estadual de Saúde, Halim Girade, e pelo ex-deputado e diretor da Alego, Wagner Siqueira (PMDB).