Audiência pública em Cavalcante será aberta dentro de instante na Feira Coberta
Será aberta dentro de instantes a audiência pública para debater a falta de energia elétrica na zona rural de Cavalcante, notadamente no território do sítio histórico dos Calungas, ocupado em sua maioria por descendentes de escravos negros. O evento será realizado na Feira Coberta de Cavalcante, às 14 horas.
A abertura será feita pelo deputado José Nelto, líder da bancada do PMDB, que recebeu dezenas de reclamações de famílias não apenas dos quatro núcleos principais da população calunga. A expectativa das famílias que vão participar da audiência pública é de que a Celg instale o transformador em suas casas, algumas reivindicações são de 2004, ou seja, tem mais de 10 anos.
Entre as autoridades convidadas para o evento estão: prefeito de Cavalcante, João Pereira Neto; presidente da Câmara Municipal de Cavalcante, vereador Sival Alves Borges; prefeito de Monte Alegre, Arlon Fugêncio Taveira; presidente da Câmara de Monte Alegre, vereador Floriano Barbo Rodrigues Neto; prefeito de Teresina de Goiás, Josaquim Miranda; presidente da Câmara de Teresina, verador Hudson Fernandes da Silva.
E mais: Diretor Nacional do Programa Luz Para Todos, Aurélio Pavão de Farias; comandante do 3º Pelotão da Polícia Militar, subtenente Benilson Francisco Brito Silva; presidente da Celg Eletrobrás, Silval Zaidan Gama; coordenador estadual do Programa Luz Para Todos, Reginaldo José Leite de Oliveira; representante da Celg na região, diretor Francisco de Assis Soares (Diretoria Distribuição de Energia Elétrica); Secretário Municipal de Agricultura de Cavalcante, Ricardo Galvão; gerente do Setor de Serviços de Formosa, Guilherme Curado Faria Lopes; e municipal de Turismo de Cavalcante, José Ronaldo Loth Machado.
Entre as famílias que estão com as inscrições nas mãos para mostrar para o deputado, destacamos as seguintes: Durvalino Pereira da Rocha, da região da Rocinha (São Félix); Rosenilton Borges Coelho, que diz que a falta de energia vai do começo do Engenho Dois e vai até a região do Rio Preto; Jovelício Soares Souza, povoado de Boa Vista, que fez sua inscrição em 2004; Luiz Moreira Cavalcante e Alessandro Pimenta. Todos alegam que a medição foi feita,mas depois de dez anos de espera nada foi feito.
Disseram ainda que foram instalados transformadores em apenas algumas residências, aos exemplo da de Estevão Veras e do policial florestal Alcenias Louredo, este já falecido. “Eles disseram que só aceitavam a medição se instalasse o transformador. Para nós, disseram que isso seria feito na segunda etapa e até hoje nada”, afirmou Luiz Cavalcante.