Presídio de Anápolis
O deputado José Nelto (PMDB) visitou, nesta quinta-feira, 28, pela manhã, o presídio que está sendo construído pelo Governo do Estado na cidade de Anápolis. “Constatamos in loco que a obra está paralisada, há seis meses, por isso vamos tomar todas as providências cabíveis para que o Governo retome as obras imediatamente, haja vista a importância da mesma para a segurança pública não apenas de Anápolis, mas de Goiás de modo geral”, afirmou.
José Nelto disse que recebeu a denúncia de que a obra estava paralisada, através do vereador do PMDB por Anápolis, Eli Rosa, que, aliás, o recepcionou na cidade. “Constatamos algo gravíssimo, pois a falta de presídios é uma das causas da onda de violência e das fugas de presos que estão colocando em risco a segurança, não apenas da população, mas, também, da própria guarda penitenciária”, ressaltou o parlamentar peemedebista, em entrevista coletiva a imprensa de Anápolis, que registrou a visita.
Nelto informou que, antes de visitar as obras do presídio, esteve na Unidade Prisional de Anápolis, que tem capacidade para 270 presos e está com 500. “Inclusive, constatamos ali que o portão de entrada do presídio está quebrado e que o muro é baixo, além de uma estrada de chão que está precisando de, no mínimo, um caminhão de brita e massa asfáltica. O Governo precisa agir, porque o presídio é uma ferramenta importante para resolver, inclusive a questão dos 25 mil condenados no Estado de Goiás, onde a maioria aguarda um local para pagar suas penas”.
Para José Nelto, é grave a situação das obras paralisadas no Estado de Goiás. “Com relação à segurança pública, já convidamos o coronel Sílvio Alves, comandante geral da Polícia Militar e o secretário de Estado da Segurança Pública, Joaquim Mesquita, para dar explicações, na Assembleia Legislativa, sobre o que está acontecendo com a segurança pública em Goiás. No nosso entendimento, o governador está fazendo uma gambiarra jurídica e administrativa nesse setor tão importante do Governo Estadual”.
O deputado disse que está preocupado, também, com outras obras paralisadas no Estado de Goiás. “No período eleitoral, o governador usou todo o Orçamento desse ano para iniciar obras para ganhar a eleição. Assim como no Governo Dilma, houve estelionato no Governo Estadual. Vamos mostrar tudo à opinião pública e buscar providências junto às autoridades competentes para resolver essa questão, inclusive dos aditivos. A obra do presídio de Anápolis, por exemplo, orçada em R$ 12 milhões, poderá ter aditivo para serem reiniciadas e o valor subir até para R$ 17 milhões”.