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Ernesto Roller repercute aprovação de emendas da Reforma Política na Câmara

29 de Maio de 2015 às 12:11

O deputado Ernesto Roller (PMDB) analisou, em entrevista à Agência Assembleia de Notícias, durante a sessão ordinária dessa quinta-feira, 28, a Reforma Política aprovada pela Câmara dos Deputados. Segundo o parlamentar, o fim da reeleição para os cargos de prefeito, governador e presidente não é ruim como parece, mas que é preciso ver qual será o próximo passo da Câmara, para analisar com mais calma.

Segundo o peemedebista, se for aprovado o mandato único de cinco anos para esses cargos, bem como o emparelhamento da votação para os mesmos, aí sim, será benéfico para a população e para os candidatos. Segundo ele, cinco anos é um prazo bastante razoável e permite que um projeto seja feito e posto em prática.

"Todo governante sabe que o primeiro ano de mandato é para realizar ajustes fiscais, colocar a casa em ordem e outros reajustes. Assim, cada eleito ainda teria mais quatro anos para trabalhar em prol da população. Além disso, é nítida a vantagem que um político tem, ao disputar a reeleição, se valendo da máquina pública em detrimento aos outros candidatos”, justificou Roller.

Ernesto Roller salientou ainda que não concorda com a aprovação do financiamento privado de campanha, da forma com que foi realizado pelo plenário da Câmara. Segundo o deputado, não há nada de errado com o financiamento privado, desde que o mesmo seja feito ao candidato que está disputando a eleição, e não ao partido – como foi aprovado.

O peemedebista analisa que o financiamento privado desonera o Estado dessa obrigação, mas tem que se lembrar que no Brasil, infelizmente ou felizmente, se vota no candidato e não no partido. Ele prega a necessidade de leis extremamente claras e transparentes em relação a essas doações e que seja de conhecimento público qual empresa doou e quanto doou.

"Agora, essa doação deve ser feita ao candidato, uma vez feita ao partido, só fortalece o seu dirigente e cria pequenos feudos, o que na minha concepção é um retrocesso na política brasileira”, explicou.

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