Mané de Oliveira quer união da sociedade para a preservação dos recursos naturais
Presidente da Comissão do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Cmarh) da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), o deputado Mané de Oliveira (PSDB) conclamou a sociedade a se unir verdadeiramente em torno de um trabalho voltado para a preservação da natureza de modo geral.
Ele assumiu compromisso de oferecer o melhor dele por esta causa, ao abrir a audiência pública que propôs para discutir a utilização dos recursos hídricos no Estado de Goiás. O evento é realizado no Auditório Solon Amaral da Alego.
O tucano deixou claro que está buscando fortalecer parceria da Assembleia Legislativa com os técnicos em meio ambiente e recursos hídricos com vistas à realização de um trabalho para salvar os recursos naturais do Planeta Terra. “Precisamos nos unir agora, porque não podemos deixar as coisas acontecerem como estão. E tem que ser já, porque se adiarmos essa parceria o dia que nós nos juntarmos será tarde demais”, enfatizou.
O deputado ressaltou a questão das águas que estão desaparecendo do Planeta Terra em função das ações do homem. Citou o caso de São Paulo, onde pouca gente imaginava que ia faltar água quase que na mesma proporção de cidades da região Norte.
Mané lembrou o trabalho que realiza há mais de 20 anos e que, agora, está se preparando melhor para contribuir efetivamente com a causa da preservação dos recursos naturais do Planeta Terra. “Estamos buscando não aperfeiçoar as leis já existentes, mas, sobretudo, a conscientização da nossa sociedade para a importância de fiscalizar o cumprimento das mesmas.”
Ele citou o exemplo do Pantanal mato-grossense, onde a fiscalização é ferrenha. Destacou ainda a importância do Rio Araguaia para Goiás. “Depois de Caldas Novas, o Araguaia é o ponto do Estado de maior atração turística.”
Mané de Oliveira lembrou o projeto de lei do ex-deputado Frederico Nascimento (PSD), que dispõe sobre pesca, aquicultura e proteção da fauna aquática no Estado. Lembrou, também, que a Espanha apresenta experiência na proibição total da pesca, que contribuiu para que a biomassa de peixes fosse triplicada em cinco anos nas reservas marinhas nas proximidades da Catalunha.
Lamentou, por fim, o fato de que esteve no distrito de Luís Alves, onde mantém um comércio, e constatou 150 canoas com pescadores, a propósito de um cardume de pintados, e que não tinha fiscalização no local. “Perguntei a um funcionário do Ibama [ Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis] e ele me respondeu que as canoas do órgão estão quebradas.”