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Comissão de Saúde

02 de Junho de 2015 às 11:43
Crédito: Yocihar Maeda
Comissão de Saúde
Gestores de hospitais e Cais
Gustavo Sebba, que preside Comissão de Saúde, promove audiência pública que deu continuidade ao mapeamento das demandas do setor.

O deputado Gustavo Sebba (PSDB), que é o presidente da Comissão de Saúde e Promoção Social da Assembleia Legislativa, fez um balanço positivo da audiência pública realizada na manhã desta terça-feira, 02, no Gabinete 101 da Casa. “Tivemos uma participação significativa dos representantes de unidades de saúde de Goiânia e conseguimos detectar problemas no setor, no município, que precisam de intervenções urgentes”.

Gustavo Sebba abriu a audiência pública e, depois de agradecer as presenças das autoridades e do público em geral, fez um breve relato do trabalho que vem realizando à frente da Comissão com vistas a fazer um mapeamento das demandas da saúde no Estado. “O foco da reunião de hoje é exatamente fazer o mapeamento das dificuldades da saúde em Goiânia e discussão de possíveis soluções”, enfatizou o deputado, deixando evidente a motivação dele com os apoios que vem recebendo para cumprimento dessa missão que assumiu.

Em seguida, na presidência dos trabalhos, Gustavo Sebba abriu o momento para que os representantes das unidades de saúde apresentassem as reivindicações de cada uma delas. Fizeram uso da palavra representantes do Cais Bairro Goyá, Cais Curitiba, Fórum da Saúde da Região Leste, Centro de Saúde Rodoviário, Centro de Saúde Morada do Sol, Santa Casa de Misericórdia de Goiânia e Centro de Saúde do Barravento.

De acordo com o Diretor de Regulação da Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia, Claudio Tavares, a Capital sofre com o aumento da demanda em atendimentos, que, geralmente são oriundos do interior e de outros Estados. “Hoje, Goiânia engloba cerca de 40 a 60% dos atendimentos feitos no Estado de Goiás, isso depende do grau de atendimento. Também é comum a vinda de pacientes de outros Estados. Gasta-se cerca de 30 milhões de reais por mês, que são provenientes de verbas federais, estaduais e do município”, informou Tavares.

Representante da Santa Casa de Misericórdia de Goiânia, o professor José Roldão Gonçalves Barbosa afirmou que o pacto federativo é um dos principais causadores dos problemas relacionados à saúde. De acordo com ele, que é presidente da Federação das Santas Casas, Hospitais e Entidades Filantrópicas do Estado de Goiás, a União detém quase 80% da arrecadação e não investe esse dinheiro de maneira adequada, o que compromete o sistema, uma vez que os municípios e Estados ficam com cerca de 20% divididos entre si. “Os principais problemas no âmbito da saúde são relacionados ao pacto federativo e o subfinanciamento da saúde, o que causa a carência na falta de médicos em algumas especialidades,” disse.

O diretor-geral do Centro de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo (Crer), Volney Luiz, declarou que as verbas repassadas pelo Ministério da Saúde são insuficientes para a garantia do funcionamento do sistema de saúde, sejam em baixas, médias ou altas complexidades. “O grande problema que percebemos é a crise financeira. A política de saúde deve ser voltada para as ações preventivas. Mas com a emergência de tomar ações mediante as enfermidades, o gestor não tem condições de atender às situações básicas das unidades de saúde, devido às condições financeiras”, afirmou o diretor.

De acordo com Volney, o investimento feito pelo Governo Federal é muito aquém do que realmente é necessário para a manutenção do sistema. “O investimento em saúde é extremamente oneroso, e todos nós sabemos que o repasse das verbas do Ministério da Saúde é insuficiente. As verbas passadas pelo Ministério da Saúde são de cerca de 470 reais por UTI, sendo que o custo operacional por unidade é de cerca de 1.800 a 2.100 reais de UTI por paciente.”

Gustavo Sebba , em seguida, abriu espaço na audiência pública para que os representantes de Centros de Assistência Integral à Saúde (Cais) do município de Goiânia apresentassem suas reinvindicações. Silvany Ferreira, do Centro de Atendimento Integrado à Saúde (Cais) Jardim Curitiba, reclamou das dificuldades existentes no sistema municipal de saúde da capital. Disse que não é justo um técnico em enfermagem, que é o funcionário que mais trabalha em uma unidade de saúde, ganhar em um mês de trabalho o que o médico ganha em um plantão. "Nós fazemos hora extra, ganhamos pouco e temos apenas R$ 7,50 de vale-alimentação."

Depois de ouvir atentamente a cada participante, Gustavo Sebba declarou encerrada a audiência pública que discutiu o tema “Mapeamento das dificuldades na área de saúde em Goiânia e discussão de possíveis soluções”. O deputado concluiu com o seguinte pronunciamento: “Nós vamos continuar o trabalho acima de sigla partidária e cor de bandeira política. Vamos elaborar um relatório que abordará as principais questões relacionadas às dificuldades das unidades de saúde, sejam Cais, PSF, hospitais e UTIs”.

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