Conselheiro da Celg afirma que privatização da empresa não garante melhoria de serviços
Durante audiência que ocorre agora no auditório Costa Lima, Wagner Alves, membro do Conselho de Administração da Companhia Celg de Participações questionou quais os benefícios que a privatização traz. De acordo com ele, as privatizações no Brasil começaram na metade da década de 90 e aconteceram de forma acelerada sob a justificativa de que as empresas públicas eram deficitárias. Mas para o conselheiro, este motivo não se aplica à empresa goiana, pois ela não dá prejuízo para o Estado.
“A Celg é um senhora de 60 anos, fundada em 1956. Trata-se de um empresa vital, que tem gerado recursos. Ela pode ser lucrativa no curto prazo. Não podemos aceitar a argumentação de que geração de energia tem sido ruim. Isso é consequência de estrangulamento financeiro de que a empresa tem sido vítima. Não houve investimentos. A rede precisa de investimentos, precisa de manutenção", afirmou.
O diretor argumentou ainda que a privatização não representa garantia de que a Celg vai melhorar a qualidade dos serviços prestados. “Empresas privatizadas continuam classificadas como péssimas no ranking de qualidade, enquanto outras públicas estão entre as melhores”, salientou.