Presidente da Sociedade de Queimaduras diz que situação é considerada epidêmica
O presidente da Sociedade Brasileira de Queimaduras, Leonardo Rodrigues da Cunha, afirmou que queimadura pode ser considerada epidemia no contexto da saúde pública. O médico ministra a palestra "Epidemiologia: Realidade e Políticas Públicas" durante audiência pública no auditório Solon Amaral.
Leonardo Rodrigues explicou que acidentes de trânsito são causas graves de queimaduras. De acordo com ele, os danos causados por atrito em queda de motocicleta ou escapamento, por exemplo, são geralmente graves e em alguns casos exigem internação.
"Esses acidentes causam impacto muito grande à saúde pública e ao erário. O acidentado fica imobilizado, sem poder trabalhar, recebendo recursos durante o período de sua recuperação. Para se ter uma ideia, o paciente internado em UTI gasta, apenas como medicamentos e equipamentos, o equivalente a R$ 3 mil por dia, fora honorários médicos. Melhor seria investir recursos em prevenção", disse o médico.
Leonardo Rodrigues disse que a imensa maioria das pessoas já sofreu algum tipo de queimadura, por menor que seja. De acordo com o médico, os danos provocados ao organismo, em algus casos, dificultam a inserção social do paciente, com marcas visíveis.
"As crianças são muito acometidas por queimaduras. Já tivemos em Goiás 45% de incidência de queimaduras em crianças, índice que hoje chega a 30%. Essa redução tem ocorrido em razão de campanhas de prevenção", afirmou o médico.