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Reajuste de professores

07 de Dezembro de 2016 às 17:14
Crédito: Marcos Kennedy
Reajuste de professores
Comissão Mista e CCJ
Comissão Mista aprovou, na tarde desta quarta-feira, 7, mensagem da Governadoria que reajusta os salários de professores da rede pública. O projeto vai agora para apreciação do Plenário.

Reunida nesta tarde de quarta-feira, a Comissão Mista da Assembleia aprovou projeto do Governo de nº 2494/16, que reajusta os salários de professores da rede pública estadual em 11,36%, beneficinando especificamente níveis I e II, do Quadro Permanente, e Professor Assistente, níveis A, B, C e D, do Quadro Transitório.

Em meados de novembro, a deputada Isaura Lemos (PCdoB) apresentou requerimento no qual solicita que o reajuste se estenda a todos os professores vinculados à rede pública estadual. Segundo a parlamentar, todos os professores precisam ser melhor remunerados e não há razão para beneficiar um grupo em detrimento dos demais profissionais que compõem a categoria. 

No projeto, entretanto, o Governo explica que a medida visa ao cumprimento do piso salarial nacional do Magistério Público da educação básica, prevista em Lei Federal, e que, no momento, o Estado não dispõe de recursos suficientes para conferir reajuste aos professores que já possuam remuneração superior ao piso da profissão.

“Esta proposta não abrange todos os professores da Lei nº 13.909/2001, em virtude da incapacidade momentânea do Estado em suportar a despesa do reajuste no mencionado índice", justifica a Governadoria. 

De acordo com a proposta, entretanto, a data-base deve beneficiar todos os professores do quadro estadual. "Ressaltamos que os profissionais que não estão sendo contemplados pelo reajuste do anteprojeto encaminhado já recebem acima do piso nacional e serão contemplados pela revisão geral anual, quando esta for encaminhada”, promete o Governo.

A proposta determina que o reajuste, retroativo ao período de 1° de janeiro a 31 de agosto de 2016, seja parcelado em sete vezes e que, conforme relatório de impacto elaborado pela Secretaria de Gestão e Planejamento, os cálculos respectivos levam em consideração a extensão do novo piso salarial aos inativos do Magistério com direito a paridade remuneratória.

O projeto é acompanhado de anexo, que demonstra os impactos anuais estimados. Para o ano de 2016, a proposta prevê ônus de R$ 16.684.865,50. Em 2017, a mudança consiste em acréscimo de R$ 23.358.811,70 sobre a folha de pagamento do Magistério Público estadual.

A propositura já se encontra apta a ser discutida e votada em dois turnos pelo Plenário da Casa.

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