Ajuste fiscal
Deputados estaduais da base governista deram demonstrações de união na sessão ordinária da quinta-feira, 8, sobre as medidas que serão apresentadas pelo Governo do Estado que promovem ajuste fiscal nas contas públicas. As medidas preveem cortes de gastos, inclusive com servidores públicos estaduais.
Os parlamentares governistas entendem que os ajustes são necessários, inclusive como condição para que os estados possam receber recursos de multas de repatriação e continuar em condições de realizar operações de crédito, como empréstimos.O tema foi o principal assunto de uma ampla reunião do governador Marconi Perillo (PSDB) com os deputados da base na manhã do mesmo dia no Palácio Pedro Ludovico Teixeira.
O líder do Governo na Casa, José Vitti (PSDB), enalteceu que os deputados governistas saíram da reunião com o Governador e parte da equipe de governo convencidos da necessidade de aprovar as medidas de ajuste e acrescentou que todos tem declarado apoio tendo em vista sua necessidade para assegurar o equilíbrio fiscal das contas públicas e evitar situação caótica já enfrentada por outros Estados como Rio de janeiro, Rio Grande do Sul e Minas Gerais. “Goiás não pode fugir à regra. O que começou a ser feito em 2014 tem que ser continuado para não chegarmos numa situação de insolvência”, pontuou. Vitti acrescentou que os projetos do ajuste fiscal serão analisados em regime de preferência em relação aos demais em função de sua relevância.
O deputado Simeyzon Silveira (PSC) declarou que os ajustes são necessários. “Estamos vendo que o Brasil está passando por um momento difícil. Por mais que sejam ações impopulares, difíceis de se tomar, mas agora não cabe o discurso fácil, meramente eleitoreiro. Vamos fazer adequações, mas o Estado precisa disso para não passar pelas mesmas dificuldades que outros já estão enfrentando”. Mané de Oliveira (PSDB) foi incisivo ao defender as propostas de ajustes que serão analisadas pela Assembleia. O parlamentar entende que o pacote de medidas vai afetar o bolso da população. “É dolorido, mas ou faz agora ou depois não dá conta de fazer mais”, ponderou.
O deputado Bruno Peixoto (PMDB), no entanto, disse que após ter acesso ao teor das propostas pretende analisar ponto a ponto e debater os temas com a sociedade. “A discussão aqui não será do jeito que o Governo quer. A oposição vai realizar audiências públicas e não concorda com teto de gastos para áreas sensíveis como saúde, educação e segurança pública”, finalizou.