Major Araújo e Humberto Aidar abordam venda de ações da Celg D e pacote do Governo
Durante discussão do projeto 3475/16, de autoria do Governo, que está em votação na Ordem do Dia, o deputado Major Araújo (PRP), afirmou que a matéria atende interesses da compradora da Celg D. O principal objetivo da proposta governamental é atualizar os valores do Resultado Nominal, da Dívida Pública Consolidada e da Dívida Consolidada Líquida, constantes na LDO, com reestimativa dos mesmos em função do novo cenário trazido pela proposta do Projeto de Lei Parlamentar - PLP 257/2016 -, que estabelece o Plano de Auxílio aos Estados e ao Distrito Federal e medidas de estímulo ao reequilíbrio fiscal e pela atualização do estoque da Dívida Pública decorrente da assunção da dívida da CELG-PAR junto à Caixa Econômica Federal.
Major Araújo afirmou que o Governo vendeu a Celg D, por R$ 2 bilhões, mas só os incentivos fiscais que a compradora vai receber até o ano de 2045 somam mais de R$ 30 bilhões. “E a empresa já anunciou que vai demitir 2 mil pessoas”, disse.
Alvo de representação no Conselho de Ética da Casa por causa de declarações que deu contra a Presidência da Casa, o deputado afirmou que o ex-senador Pedro Simon (PMDB-RS)utilizou palavras muito mais duras para se referir ao Congresso Nacional e nem por isso foi punido. “Os deputados têm o direito de se manifestar. Não podem ser amordaçados pelo Código de Ética”, reiterou.
Também contrário ao projeto de lei nº 3475/16, o deputado Humberto Aidar (PT) subiu à tribuna para se dirigir aos servidores públicos estaduais presentes na sessão ordinária desta quinta-feira, 15. “Já passei por diversas Administrações Públicas: Maguito, Iris e Marconi, por exemplo, e afirmo a vocês: o Governo de Goiás nunca respeitou servidor público”, declarou o parlamentar.
Humberto Aidar ainda prometeu aos presentes nas Galerias que tentará conversar com o líder do Governo na Casa, deputado José Vitti (PSDB), para tentar um acordo, uma saída para o pacote de austeridade enviado ao Legislativo pela Governadoria, bastante criticado pelo funcionalismo público, que será afetado negativamente.
“A oposição é minoria nesta Casa, então não adianta gritar, xingar, invadir, votar contra, porque as matérias vão passar. Dessa forma tento contribuir me colocando à disposição para criar uma comissão para negociar com o líder do Governo”, finalizou.