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Deputados de oposição se manifestam durante discussão de matérias do Governo

19 de Dezembro de 2016 às 15:42

Deputados da bancada de oposição sobem à tribuna para discutir matérias que estão em apreciação no Plenário. O deputado Major Araújo (PRP) contestou matéria veiculada na imprensa sobre projeto da previdência enviado à Casa pelo Governo do Estado. “O governo pegou o servidor para pagar todos os déficits que ele acumulou. O ano passado foi pior que o ano anterior. A causa deste déficit é pagamento de publicidade e de serviços que não foram executados”, disse. Major criticou também as isenções fiscais para empresas que,segundo ele, acabam se tornando fraudes. “Onde está o déficit da previdência estadual? O déficit é a má gestão, o enriquecimento ilícito e utilizar dinheiro público para financiar campanhas do governador”, disse.

O deputado José Nelto (PMDB) afirmou que a oposição vai tentar obstruir votação de projeto enviado pelo Governo que retira benefícios dos servidores públicos, como licença prêmio e quinquênio e aumenta alíquota de contribuição previdênciária. O deputado também criticou a contratação de show sertanejo no final do ano que acarretará gastos pelo Governo no valor que chegaria a R$ 1,5 milhões. José Nelto cobrou ainda a contratação de mais policiais. “No último Governo do PMDB, existiam mais de 3 mil policiais nas ruas. Hoje são pouco mais de 1.500”, salientou.

A deputada Adriana Accorsi (PT) afirmou que a reforma da previdência que está sendo promovida pelo Governo federal vai trazer grandes prejuízos à população brasileira. “O povo vai ter que trabalhar 70, 75 anos para aposentar. Querem que todos parem de pagar a previdência para que ela acabe. Para que ela passe para a inciativa privada”, comentou.

A parlamentar criticou também o projeto enviado à Casa pelo governo estadual que retira benefícios dos servidores públicos e cobrou dos deputados que votem contra a matéria. “Este pacote acaba com os direitos dos trabalhadores. Nós precisamos ter responsabilidade”, disse.

 

Iquego

Durante discussão de matéria, o deputado Luiz Cesar Bueno (PT), afirmou que o atual Governo está acabando com todas as empresas criadas no Governo de Mauro Borges para promover o desenvolvimento estruturante do Estado de Goiás.

“O Plano MB criou o Dergo, as Centrais Elétricas do Estado de Goiás e Indústria Química do Estado. Nos governos anteriores, a Iquego fez este papel de fabricar remédios para distribuir às prefeituras e à população carente. Mas agora o governo vai vender a empresa, assim como fez com a Celg”, afirmou o deputado.  

Para Luis Cesar, trata-se de esquema com grandes laboratórios internacionais que querem vender remédios 30 vezes mais caros do que os produzidos pela Iquego. “Portanto afirmo, eu votarei contra a venda da Iquego”, enfatizou.

Também contrário à aprovação do projeto de lei, o deputado Paulo Cezar Martins (PMDB) subiu à tribuna para dizer que concorda com a exposição feita pelo colega Luis Cesar Bueno e declarar que a venda ou fechamento da Iquego causará prejuízo à Saúde do Estado. O parlamentar ainda comparou a possibilidade à alienação de Cachoeira Dourada durante a administração peemedebista. “A bancada governista vive criticando a venda de Cachoeira Dourada, mas faz o mesmo com a Celg e agora com a Iquego”.

Isaura Lemos (PCdoB) também subiu à tribuna para criticar a matéria. A parlamentar afirmou que a Iquego, uma das riquezas do Estado de Goiás, não pode ser liquidada. “Estão fechando uma fábrica de medicamentos que serve, ou servia, à população doente”, declarou.

Por fim, Bruno Peixoto (PMDB) falou em incompetência de gestão por parte do Executivo e pediu para que a base aliada ao governador do Estado tente barrar esse projeto, que acaba com o patrimônio dos goianos. 




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