Projeto que extingue o horário de verão segue para segunda fase de discussão e votação
Aprovado em primeira votação e discussão e votação, em dezembro último, o projeto de Lei nº 3489/16, de autoria do parlamentar Luis Cesar Bueno (PT), que dispõe sobre a extinção do horário de verão no Estado de Goiás, segue para segunda fase de análise.
O horário de verão foi instituído pela primeira vez entre os anos de 1931 e 1932, sendo adotado no País esporadicamente até 1967. Após 18 anos sem que a medida fosse novamente utilizada, o horário especial voltou a ser implantado em 1985 e, desde então, é instituído todos os anos.
“A ideia é aproveitar ao máximo a luz natural durante os dias mais longos do verão, a fim de poupar energia”, explica Luis Cesar Bueno.
De acordo com o deputado, a medida de fato reduz o gasto com energia durante os meses em que o horário especial vigora. “No entanto, deve-se analisar os custos para a população brasileira e se os sacrifícios impostos compensam os benefícios na economia gerada ao setor elétrico”, ressalta.
Luis Cesar Bueno afirma que a Assembleia Legislativa deve apoiar este projeto em peso e encaminhá-lo ao Governador, que vai decidir pela sanção do mesmo. Para ele, o horário de verão causa estresse na população e facilita atos de violência durante a madrugada.
É necessário analisar se essa economia compensa os enormes sacrifícios impostos à população. “Ao adiantar em uma hora o relógio, as pessoas passam a se levantar mais cedo, sofrendo no próprio corpo as consequências que isso acarreta. Outro efeito nefasto do horário especial é a falta de segurança, que, já tão grande, aumenta muito nas madrugadas do verão brasileiro”, justificou.
Distribuído ao relator da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) deputado Francisco Oliveira (PSDB), o projeto aguarda segunda fase de discussão e votação.