Febre Amarela
O Programa Entrevista recebe o técnico da coordenação de zoonoses da Secretaria Estadual de Saúde (SES), Hélio Filho, para falar sobre febre amarela em Goiás. A edição apresentada pela jornalista Fran Rodrigues está em exibição na TV Assembleia.
A febre amarela é uma doença infecciosa febril aguda, causada por um vírus transmitido por vetores artrópodes, que possui dois ciclos epidemiológicos distintos de transmissão: silvestre e urbano. A febre amarela urbana (transmitida pelo mosquito Aedes aegypti) não é registrada no Brasil desde 1942, sendo, então, a espécie silvestre da doença (provocada pela picada dos mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes), como causadora das mortes catalogadas.
A importância da vacinação como forma de prevenção à doença (que é, segundo Hélio, de grande letalidade e sem tratamento específico de cura), é enfatizada diversas vezes durante a entrevista. Conforme o técnico, a vacina contra a febre amarela objetiva conferir não só a proteção individual e coletiva, mas também tem o intuito de bloquear a propagação geográfica da doença.
Hélio explica, ainda, que a Organização Mundial de Saúde (OMS) considera que apenas uma dose de vacina é suficiente para a vida inteira, mas o protocolo nacional prevê duas doses (considerada reforço), com intervalo máximo de 10 anos.
De acordo com o técnico, o Estado de Goiás não registrou nenhum caso da doença este ano, diferente de estados como Minas Gerais (que está vivendo o pior surto já registrado), Espírito Santo e São Paulo. Os últimos surtos em Goiás aconteceram nos anos de 2007 e 2008 e nos anos de 2015 e 2016.
A falta de ocorrências é, segundo ele, resultado de um trabalho intenso de prevenção por meio da imunização, que vem sendo reforçado desde o ano de 2014. “Nós da Saúde estamos sempre alerta, independente da época de surto. Mas nesse período quando já estava entrando no ciclo da febre, que é a cada sete anos, já estávamos atentos para evitarmos novos casos”, disse.
Mas Hélio ressalta que o fato considerado positivo pela Secretaria de Saúde não deve deixar a sociedade displicente, e enfatiza, mais uma vez, a importância da vacina para prevenir a febre amarela, que é disponibilizada gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).