Para Simeyzon, fim de doações de empresas para campanhas elitiza ainda mais eleições
O ciclo eleitoral realizado no ano passado foi marcado pelo fim das doações de empresas para partidos políticos e candidatos a cargos eletivos no Brasil. Desde então, os partidos só podem receber recursos de pessoas físicas e do fundo partidário. Já os candidatos só têm autorização legal para serem financiados por pessoas físicas e pelas suas próprias siglas.
Para o deputado Simeyzon Silveira, presidente estadual do PSC no Estado de Goiás, a nova regra traz algumas desvantagens para postulantes com menos recursos financeiros. “Eu acredito que, dessa forma, o processo eleitoral fica mais elitizado, pois há mais chances de candidatos muito ricos se elegerem. Isso vai contra a ideia de democracia, na qual todos devem ter o mesmo poder de votar e ser votado”, disse.
Na perspectiva do parlamentar, a criação de regras mais específicas nestes financiamentos feitos por empresas poderia ter uma eficácia maior do que proibir as doações. “Da maneira como está, o processo fica muito mais comprometido, pela questão de abrir um campo perigoso, justamente por estimular o que a medida quer refutar, que é a influência maciça do poderio econômico nas decisões políticas”, ressaltou.