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Deputados estaduais acham imprescindível a reforma política

08 de Março de 2017 às 12:39

Os deputados estaduais Carlos Antonio (PSDB), Isaura Lemos (PCdoB), José Nelto (PMDB), Luis Cesar Bueno (PT) e Major Araújo (PRP) acham imprescindível a votação urgente da reforma política no país. O Senado da República já aprovou o projeto (PEC 36/2016), em segundo turno, e a matéria segue para nova discussão e votação na Câmara dos Deputados, onde já tem uma Comissão Especial analisando a PEC.

Carlos Antonio se posicionou favoravelmente à maioria dos pontos da reforma aprovada pelo Senado. “Precisamos urgente dessa reforma, até porque o fortalecimento da política passa pela aprovação popular. No caso, os candidatos eleitos. E, com certeza, a diminuição do número de partidos ajudará a garantir a governabilidade do país”, sintetizou o parlamentar socialdemocrata, a respeito especificamente da cláusula de barreira que vai diminuir a presença de siglas sem efetiva representatividade popular.

José Nelto entende que essa reforma política, entre outras coisas, precisa enxugar o número de partidos. O Brasil tem 35 partidos registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e 31 legendas estão em processo de regularização. Ele acha esse número exagerado, e avalia que o melhor seriam seis a sete legendas. “É preciso urgentemente acabar com essa indústria de partidos, que negociam apoio político. Ou a classe política faz uma reforma séria ou o eleitor vai reformar a classe política”, enfatizou.

Luis Cesar Bueno, que já coordenou o primeiro Fórum de Discussão sobre a Reforma Política, na Assembleia Legislativa, lamenta o fato de que esse debate já se estende por mais de 20 anos no Congresso Nacional. “Já estamos no limite! Temos que aprovar logo essa reforma política, haja vista que com ela teremos regras que vão garantir a democratização do sistema eleitoral”, colocou.

Isaura Lemos defende, também, o fim de partidos de aluguel. “É necessário um projeto de iniciativa popular para viabilizar o processo de reforma política. Acabar com os partidos de aluguel e com o poder financeiro nas campanhas. Também sugiro a criação de lista alternada para o ingresso das mulheres na política nacional, situação que ocorre em diversos países, ou pelo menos que 30% sejam destinados para a representação das mulheres.”

Já o deputado Major Araújo ataca o chamado caixa 2 nas campanhas. “Temos que acabar com esse maldito caixa 2. Tem que ser necessário inserir na pauta desta reforma política esse grande problema das eleições", brada.

Os cinco parlamentares querem mais democracia, coerência e fidelidade partidária. Entendem que não dá mais para conviver com a situação de candidatos serem escolhidos pela estrutura de campanha ou de partido e não pelos ideais e propostas.

Eles esperam uma forte mobilização popular com vistas à aprovação de uma reforma política que efetivamente venha diminuir a distância entre representantes e representados. E garantem que vão trabalhar, também, para que a mulher e a juventude possam ser melhores representados politicamente.

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