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Deputadas e vereadora falam sobre conquistas e lutas da mulher

08 de Março de 2017 às 18:23

Representantes femininas na política se posicionam acerca da luta da mulher na sociedade. Mais de 80 mulheres, indicadas por todos os deputados estaduais, foram homenageadas hoje na Assembleia Legislativa. Procuradas pela reportagem, manifestaram suas opiniões. Todas acreditam que há muito o que comemorar neste dia, porém, a luta por mais respeito, conquistas e oportunidades não deve parar.

Vereadora por Goiânia Priscilla Tejota (PSD) afirma ter acompanhado o trâmite de muitos projetos apresentados no Legislativo. “Eu acompanhei um projeto que o deputado Francisco Jr (PSD) apresentou para que a mulher tenha um botão de pânico quando o agressor esteja por perto. Estes são alguns dos avanços pelo qual devemos lutar”. Destacou ainda algumas das principais inseguranças vividas pela mulher em seu cotidiano. “O transporte público em Goiânia é um lugar muito inseguro para mulher, pois elas sofrem muita violência e assedio. Isso é muito constrangedor. Precisamos lutar pela saúde e segurança da mulher. Não é que a minha bandeira seja exclusivamente feminina, mas essa é uma prioridade”, conclui.

A deputada Isaura lemos (PC do B) acredita que deve-se comemorar as vitórias, especialmente na legislação, porém, lembra que este é um dia de conscientização e luta, pois a mulher está sendo vítima de constante retirada dos direitos. “Apesar dos altos índices de violência, temos uma das legislações mais avançadas do mundo. Mas não podemos nos esquecer que este é também um dia de conscientização e luta. Estamos sendo objetos de retirada de direitos, como a aposentadoria só aos 65 anos de idade, por exemplo, como defende o governo federal. Mas nós mulheres estamos reagindo e vamos conseguir barrar essa reforma que vai contra os direitos da mulher e os direitos trabalhistas”, ressaltou a parlamentar.

A deputada Adriana Accorsi (PT) também acredita na participação feminina na política brasileira. “Temos muitas limitações no mundo da política, nossa participação ainda é muito pequena. Quando tivermos mais mulheres nos cargos de decisão e poder, teremos uma política mais justa e transparente”. Para ela, pensamentos machistas pregam que a mulher é incapaz de ocupar cargos de decisão. “Precisamos de mulheres no Parlamento e nos cargos de poder, espero que elas sejam cada vez mais independentes e que tenham melhores oportunidades". A deputada ressalta ainda que essas conquistas são avanços irreversíveis, dignas de luta constante. “Temos que continuar lutando pela educação de qualidade pois só ela pode nos libertar dessa cultura machista”.

A parlamentar destacou ainda os inúmeros casos de tentativas e assassinatos de mulheres ocorridos durante esta semana e acredita que esses são exemplos que nos levam a enxergar que “precisamos de políticas que visam o combate a violência doméstica. Não são todos os casos que chegam às autoridades, o que significa que os números são ainda maiores. As mulheres ameaçadas precisam de proteção e lutamos diariamente para que isso aconteça”, concluiu.   

Primeira mulher a presidir a Agência Goiana de Desenvolvimento Regional, a deputada licenciada Lêda Borges, atual Secretaria Cidadã, acredita que, apesar de festivo, é um dia de muita reflexão. “Muitos avanços ocorreram, mas devemos nos ater a muitas conquistas que ainda precisamos para avançar”. Ressaltou a importância de se observar, além de outras coisas, a gravidade da cultura do estupro. “Nós somos violentadas todos os dias, seja por meio de violência psicológica, afetiva e até física. No carnaval deste ano, foram registrados o dobro de denúncias de violência sexual em relação ao ano passado. Isso é uma demonstração de que nós continuamos sendo desrespeitadas no nosso dia-a-dia”. Lêda Borges foi eleita com 32.217 mil votos para legislatura de 2014-2018.

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