Roberto Manfro apresenta situação de transplantes no País
As estatísticas envolvendo a situação de transplantes no País foram apresentadas, nesta tarde, na Assembleia Legislativa, pelo presidente da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO), Roberto Manfro. Segundo ele, o Brasil realiza, em média, por ano, 5.500 transplantes de rins, 1.900 de fígado, 350 de coração, 200 de pâncreas e 100 de pulmões, além de 12.000 de córneas.
Durante a audiência pública que acontece nesta tarde, Roberto Manfro disse que o principal entrave para o aumento da oferta de órgãos ainda reside na recusa familiar. “A questão é cultural e de esclarecimento da população. O poder público, as sociedades médicas, os profissionais de saúde tem que ser capazes de desenvolver na população a confiança de que o transplante de órgãos é justo, é necessário, atende uma demanda de dezenas de milhares de brasileiros e tem bom resultados. Se nós conseguirmos passar essa mensagem claramente para a população eu tenho a impressão de que as negativas familiares vão diminuir muito”, destacou o presidente da ABTO.
Na visão de Cleudes Baré, Superintendente de Acesso a Serviços Hospitalares e Ambulatoriais da Secretaria Estadual de Saúde (SES) Goiás precisa retomar sua posição de vanguarda na realização de transplantes no País. Ele revelou que a Secretaria está implantando duas novas unidades, a Organizações de Procura de Órgãos (OPOS) no Hospital Geral de Goiânia (HGG) e no Hospital de Urgência Otávio Lage de Siqueira (Hugol).
Esses núcleos, segundo o superintendente da SES, vão ampliar a sensibilização das famílias e, consequentemente, a captação de órgãos. Cleudes Baré acrescentou ainda que o Governo do Estado pretende ampliar as campanhas educativas sobre a necessidade e importância dos transplantes. “Nós pretendemos criar uma rede de comunicação com todos os municípios, com todas as unidades hospitalares, para que se crie esse grau de consciência, para que as pessoas entendam que doar órgãos é um gesto de amor, de fraternidade, e nós precisamos desenvolver esse espírito na sociedade”, finalizou Baré.