Pesquisadora da UFG fala sobre a pacificação social no Estado de Goiás
A pesquisadora do Núcleo de Estudos da Violência e da Criminalidade, da Universidade Federal de Goiás, Michele Cunha Franco, ministra, neste instante, palestra no Seminário de Segurança Pública. O tema de sua fala é "O Estado de Goiás e a Pacificação Social: Dilemas e Desafios". Ela é pós-doutoranda em Direitos Humanos, pela UFG, advogada e doutora em Sociologia pela UFG/PDSE University of Alberta, na Califórnia.
A pesquisadora iniciou sua apresentação comentando sobre a palestra do comandante do Departamento de Polícia da cidade de Eustin, na Flórida, Shane S. Mc. Sheehy, que falou sobre o modelo policial norte-americano. Ela observou que o Brasil e os Estados Unidos têm em comum o racismo e o sistema de encarceramento em massa. Para ela, o modelo americano é excelente, mas, contudo, é preciso encontrar soluções mais baratas para as forças de Segurança Pública no Brasil.
Em seguida, Michele Cunha Franco fez uma leitura explicando o teor de sua pesquisa na área, preferindo abordar as “principais feridas” da Segurança Pública no País.
De acordo com a pesquisadora, o Brasil já vive uma guerra civil com números de homicídios alarmantes e comparáveis aos do Regime de Bashar al-Assad, na Síria.
Ela abordou temas como paz positiva, enfrentamento da violência social, violência sistêmica e tráfico de drogas. Neste último caso, Michele questiona o problema da droga como o principal desencadeador de números de homicídios no Brasil.
A palestrante acredita, também, que os Direitos Humanos não são apenas para beneficiar os criminosos mas como um direito das mães que trabalham e querem segurança para seus filhos.
O evento, promovido pela presidente da Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa, a deputada Delegada Adriana Accorsi (PT), em parceria com o Instituto Nacional de Educação, Pesquisa e Instrução em Segurança Pública (Inep Brasil), é realizado na tarde desta sexta-feira, 7, no Auditório Costa Lima da Casa.
O objetivo é discutir os desafios e a integração das forças de segurança pública no Brasil, além de abordar o modelo de segurança de outros países, como os Estados Unidos.