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Brasil Indígena

11 de Abril de 2017 às 16:04
Crédito: Ruber Couto
Brasil Indígena
Terça Cultural comemoração ao dia internacional do Índio
Seção de Atividades Culturais da Assembleia promove nesta terça-feira apresentação e exposição do artesanato de integrantes do grupo Faseá Fulni-ô, de Pernambuco, no saguão.

Em alusão ao Dia do Índio, celebrado em 19 de abril, a Assembleia promoveu nesta tarde, 11, o evento “Brasil Indígena”, que contou com a visita do povo Falseá Fulni-ô. O grupo é oriundo do município de Águas Belas, em Pernambuco. A iniciativa é da Seção de Atividades Culturais.

Os servidores puderam apreciar as danças típicas realizadas no saguão de entrada da Assembleia. Ao todo, seis integrantes do grupo Faseá mostraram os cânticos, que, de acordo com eles, tinham o intuito de invocar a proteção dos ancestrais. “Apresentamos também a Dança do Guerreiro e o cântico dos quatro elementos: água, terra, fogo e ar”, explica o índio chefe, Fitxyá.  

Além das apresentações artísticas, o grupo trouxe artesanatos para serem comercializados na Assembleia. Dentre os produtos expostos estão: canetas decoradas, colares, brincos, pulseiras, cocares e instrumentos de caça e pesca que são utilizados nas danças e rituais. A exposição permanece até às 17 horas.

A servidora Luryany Rodrigues elogiou o Projeto Terça Cultural e falou sobre sua relevância. “Eu acho muito importante e válido o trabalho desempenhado pela Seção de Atividades Culturais. A cultura precisa ser divulgada. Estou há um ano na Alego e até o momento apreciei cada exposição realizada”.

História

A etnia Fulni-ô é conhecida por ser a única do Nordeste brasileiro que mantém viva a língua mãe, o Ia-Tê. Este povo possui diversas crenças que incluem a realização de rituais, como o Ouricuri, que exige a mudança e o isolamento de todo o grupo para uma segunda aldeia por três meses.

Com uma seca de mais de sete anos que devastou a agricultura de subsistência, este povo passou a ter no artesanato e nas apresentações culturais a principal forma de manutenção econômica e modo de vida.

Exímios artesãos, a comunidade tem uma ligação com as aves que só um povo que sofre com a ausência de suas matas, rios e caças, poderia ter. Seus integrantes viajam pelo Brasil, no mês de abril, para dividir com todos a sabedoria de um povo que conquistou a demarcação de suas terras, defendendo a coroa na Guerra do Paraguai. Abril é considerado um mês de caça para este povo, que, sem água, tem na estrada o caminho para gerar renda às suas famílias que permanecem no polígono das secas.

Os integrantes da tribo seguirão para São Jorge, localizada na Chapada dos Veadeiros, nos dias 15, 16 e 17 de abril; Uruaçu, de 18 a 21 e, a partir do dia 23, os integrantes se apresentarão no Distrito Federal.

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