Municípios grandes não querem perder autonomia na redefinição da Região Metropolitana de Goiânia
Os representantes dos municípios de Aparecida de Goiânia e Trindade, bem como o presidente do Conselho de Desenvolvimento Econômico, Sustentável e Estratégico de Goiânia (Codese), Renato de Sousa Correia, foram os primeiros a chegar para audiência pública que debaterá o Projeto nº 3725/16, da Governadoria do Estado, que busca redefinições para a Região Metropolitana de Goiânia (RMG). A iniciativa é do deputado Jean Carlo (PHS), relator da propositura.
Fábio Camargo, procurador-geral do município de Aparecida e que está representando o prefeito Gustavo Mendanha (PMDB) no debate, entende que muitos itens do projeto precisam ser esclarecidos antes de sua votação, em Plenário. Argumenta que a propositura está tirando autonomia de Aparecida e que trata desreguladamente as receitas e autonomia dos municípios. Estão preocupados também com várias questões polêmicas, como o uso do solo.
O secretário de Planejamento Urbano, Habitação e Regularização Fundiária de Trindade, Sebastião Ferreira Leite, o Juruna, e que representa o prefeito Jânio Darrot (PSDB) na discussão, entende que quatro municípios — Goiânia, Aparecida de Goiânia, Senador Canedo e Trindade — precisam ter peso diferenciado dos demais municípios da RMG. “Não queremos perder autonomia. Nesse projeto, só o Estado tem 38% de representação, por isso reivindicamos uma calibragem na questão da representação junto ao Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Goiânia, o Codemetro”, frisou.
Exemplificou que Trindade reivindica participação de relevância no Codemetro porque faz investimentos importantes e substanciais na Festa do Divino Pai Eterno, que traz divisas para Goiás e projeta o Estado em nível internacional. Também entende que Teresópolis precisa ser ressarcido pelo fato de sediar a Barragem do João Leite, que tem um raio de influência muito grande no desenvolvimento dos municípios da RMG.