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Representante de vítimas militares do césio relata preconceito sofrido por sua filha na escola

24 de Abril de 2017 às 10:06

Durante o lançamento do Fórum Permanente Sobre o Acidente com o Césio-137, Santos Francisco de Almeida, representante das vítimas militares e seus descendentes, falou sobre o preconceito que sofreram durante esses 30 anos de acidente com o material radioativo. “Minha filha que é vítima de segunda geração, passou por 11 escolas pois nenhuma queria que ela estudasse e não davam respaldo necessário por ela ser vítima do césio. Além disso, quando ela foi adentrar em um curso superior sofreu bullying da própria coordenadora do curso de Direito na Faculdade Alfa”, contou.

Ele ressalta sua indignação com tal situação, pois sua filha teve que terminar a escolaridade em uma cidade do interior, mesmo assim, segundo ele, ainda sofreu perseguição. “Tal perseguição trouxe prejuízos emocionais, financeiros e também intelectuais a minha filha. Mesmo migrando para o interior do Estado ela não consegue ser respeitada como cidadã”, aponta.

Além disso, Santos Francisco abordou a questão da pensão prevista na Lei 14.226/2002, que iniciou sendo paga no valor equivalente a dois salários mínimos vigentes e, de acordo com ele, foi reduzido em mais de 50%. “O valor que recebemos hoje é 788 reais, mal dá para cobrir a medicação de alto custo que as vítimas precisam”, disse.

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