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Médica afirma que o Poder Público pode intervir em benefício dos queimados

20 de Junho de 2017 às 09:45

Durante a audiência pública desta terça-feira, 20, a representante do Núcleo de Proteção aos Queimados, Maria Thereza Sarto Piccolo, exemplificou situações em que a intervenção do Governo pode melhorar a vida do paciente que sofreu acidentes com queimaduras.

“É necessário ter aulas de prevenção para que nossas crianças aprendam como se prevenir. Na verdade, os acidentes se dão por conta e coisas muito simples, pequenos descuidos. Se nós inserirmos na escola uma política de prevenção de queimaduras, podemos demorar 20, 30 anos, mas teremos pessoas que se previnem. Isso é algo que tem que partir do Governo também”, disse.

Ela ressalta que o paciente que teve sua imagem mutilada precisa de apoio psicológico. “Conviver com as consequências dessa fração de minuto que é o acidente é importante. O psiquiatra e o psicólogo têm um papel muito importante nesse aspecto”, afirmou.

Ela explicou sobre a maquiagem profissional e definitiva que dura até 16 horas na pele. Ela afirma que o Poder Público deveria disponibilizá-la a essas vítimas. “A pessoa deve ter acesso ao que chamamos de maquiagem corretiva. Assim, pode voltar a viver sem provocar a reação de constrangimento que a sociedade tem quando é defrontada por uma cicatriz. Muitas vezes a pessoa vive bem com aquilo que ela sofreu após apoio psicológico, mas a sociedade, infelizmente, tem a tendência de sempre questionar e de repugnar cicatrizes. É falta de informação e formação.”

O debate é realizado no Auditório Solon Amaral da Alego.

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