Deputados discutem matérias durante a Ordem do Dia
Neste momento, os parlamentares votam a Ordem do Dia da sessão ordinária de hoje. Durante discussão do projeto 1699/17, de autoria do Governo, o deputado José Nelto ocupou a tribuna para se posicionar contra a matéria por causa da criação de 500 cargos comissionados.
O projeto cria unidades básicas e complementares na Secretaria de Educação, Cultura e Esporte (Seduce), assim como cargos em comissão para suprir a nova demanda. A matéria ainda acresce às competências da Pasta a educação profissional e tecnológica, de atual incumbência de outra Secretaria.
José Nelto afirmou que o objetivo da proposta enviada pelo governo é agradar a secretária de Educação e Cultura, Raquel Teixeira, e o professor Marcelo, candidatos, respectivamente, segundo ele, a deputada federal e deputado estadual.
“Quem votar a favor deste projeto vai tomar vaga não é deputados de oposição, e sim de deputados da base. São cargos com altos salários, que chegam a 11 mil reais. O Estado de São Paulo tem hoje 8 mil cargos comissionados. Goiás tem 10 mil cargos comissionados, fora os da Educação”, comparou o deputado.
José Nelto ainda questionou por que o Governo não realiza concurso para a Educação e para a Saúde. “Todo dinheiro do orçamento do Estado será usado para contratar cabos eleitorais”, salientou.
Já o deputado Humberto Aidar (PT) durante discussão do projeto de lei nº 2067/17, que concede auxílio-alimentação aos servidores da Secretaria de Estado da Educação, Cultura e Esporte (Seduce), subiu na tribuna para tratar de assuntos diversos. Mais uma vez o parlamentar se manifestou favorável ao pleito dos servidores do Vapt-Vupt, que também esperam concessão de auxílio-alimentação pelo Governo do Estado.
“Me dirijo agora ao governador de Goiás: temos que atender ao clamor da sociedade e conceder esse benefício aos funcionários dedicados do Vapt-Vupt, pois o serviço prestado por eles funciona e temos que defender o que presta”, declarou.
Em aparte o deputado José Nelto (PMDB) alertou para o fato de que o Executivo planejaria terceirizar o órgão, e que o projeto de lei que iniciaria esse processo já teria chegado à Assembleia Legislativa. Aidar respondeu que vai colher milhares de assinaturas contrárias ao repasse do Vapt-Vupt à iniciativa privada para barrar a mudança, caso ela venha a ocorrer.
O deputado José Nelto (PMDB) também aproveitou seu tempo na tribuna para comunicar que vai apresentar um projeto de lei revogando benefícios fiscais concedidos pelo Governo do Estado à empresa JBS, do grupo Friboi.
De acordo com o parlamentar, o dinheiro que o governo deixou de arrecadar com a isenção de impostos concedida à empresa daria para construir dezenas de leitos para salvar vidas.
“Este é o maior escândalo da história de Goiás. Enquanto o Estado de Minas Gerais, uma das maiores economias do País, concedeu isenção 300 milhões à JBS, em Goiás foi de 1,2 bilhões. Quem tem boi para vender para a Friboi, é melhor vender só com o dinheiro depositado no banco, pois pode sofrer um calote”, disse o deputado.