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Associação quer apoio da Assembleia para incrementar política de reciclagem no Estado

30 de Junho de 2017 às 16:28

O presidente reeleito da Associação das Empresas de Reciclagem do Estado e Goiás (Asciclo) para o biênio 2016/2018, Carlos Gáudio Fleury de Souza, foi um dos participantes da audiência pública, promovida pela Assembleia Legislativa na manhã da última quarta-feira, 28, que debateu os motivos que impedem o desenvolvimento da cadeia da reciclagem em Goiás. O evento foi uma iniciativa do deputado estadual Wagner Siqueira (PMDB).

Gáudio Fleury revelou que tem desenvolvido um amplo trabalho junto aos órgãos públicos, estaduais e municipais, visando implementar regulamentações que promovam uma união de forças para incentivar o incremento da coleta seletiva de lixo inorgânico e de resíduos sólidos no Estado. O presidente da Asciclo lembra que o Brasil é o maior reciclador mundial de latas de alumínio. O índice brasileiro é de 98,4% e a atividade injetou R$ 849 milhões na economia no ano de 2014, segundo pesquisa da Abralatas, associação dos fabricantes de “latinhas”.

Apesar desse expressivo resultado ele ressalta que a reciclagem no país ainda está longe do ideal por falta de regulamentação e incentivo para despertar o interesse de investidores, especialmente no Estado. “É urgente uma política de redução ou isenção de impostos e de acesso a crédito por parte das associações ou cooperativas de reciclagem. Recursos do Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO), do Banco do Povo e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) tinham que ser oferecidos para essa finalidade”, destaca.

Gáudio considera também indispensável a existência de leis que obriguem o Poder Público e gestores públicos a implementar políticas ambientais de reciclagem. O presidente da Asciclo defende, por exemplo, que empresas privadas só possam realizar obras públicas se aplicarem pelo menos 5% de materiais recicláveis nas construções. Mas ele ressalta que a falta de envolvimento da população é o principal gargalo para o avanço da reciclagem no país. “A segregação do lixo reciclável não é feita adequadamente. A população não sabe o que fazer do resíduo. Faltam Pontos de Entrega Voluntária (PEVs)”, lembra.

De acordo com ele, o brasileiro gera 1 quilo de lixo por dia. 70% desse total é reciclável, mas apenas 20% tem destinação adequada. Durante a audiência pública na Alego ele pediu apoio dos deputados para a apresentação de projetos que ajudem a promover e incentivar a cadeia econômica da reciclagem em Goiás, a começar pela isenção de impostos estaduais e municipais de empresas que adotem boas práticas de preservação ambiental e de separação e destinação de lixo inorgânico e de resíduos sólidos.

Audiência Pública

Na oportunidade, foram tratados temas acerca de resíduos de construção civil, resíduos eletrônicos e também sobre a necessidade de se implementar o Plano Estadual de Resíduos Sólidos. O principal objetivo foi de criar um grupo de trabalho para que seja elaborada uma agenda propositiva aos governantes e, também, que seja formada na Assembleia Legislativa uma Frente Parlamentar para tratar dos temas pertinentes.

Na abertura do evento, o deputado Wagner Siqueira explicou que a solução se dará pela união dos esforços entre o Poder Público e o privado, na busca de amenizar os gargalos existentes reduzindo os problemas na destinação dos materiais coletados.

Para o parlamentar, o principal objetivo da audiência foi elaborar um grupo de trabalho no segundo semestre que volte suas atenções para a categoria, no sentido de identificar os problemas e promover soluções para todos os entes envolvidos no tema.

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