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Denúncia contra Temer

14 de Julho de 2017 às 11:39
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Denúncia contra Temer
Deputados repercutem decisão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara Federal em rejeitar a denúncia da Procuradoria Geral da República contra o presidente da República, Michel Temer.

Os deputados estaduais, que compareceram no Plenário Getulino Artiaga na manhã desta sexta-feira,14, para participar de sessão extraordinária, convocada pelo Governador Marconi Perillo (PSDB), comentaram a decisão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara Federal em rejeitar a denúncia da Procuradoria Geral da República (PGR) contra o presidente da República, Michel Temer, por crime de corrupção passiva. Temer é suspeito de receber dinheiro de propina do Grupo JBS.

O presidente da Assembleia Legislativa, José Vitti (PSDB), considerou que a decisão era esperada, segundo ele, pela força que o presidente tem junto ao Congresso Nacional e por possuir uma base aliada ampla nas duas Casas Legislativas. “Não sei se vai ser tão simples agora em Plenário, mas ele mostrou força na Comissão. Já é uma tendência daquilo que foi votado na Comissão". Vitti disse também ser contrário ao possível desembarque do PSDB da base aliada do Governo Federal.

O partido ocupa quatro ministérios e, apesar de se mostrar dividido, tem sido a legenda de maior sustentação da governabilidade do mandato de Temer. “Num momento de crise seria muito oportunismo você simplesmente deixar o barco que você caminhou até agora. Não podemos ir simplesmente no barco do “oba, oba”. Nós temos que nos preocupar hoje com o nosso país”, finalizou.

O deputado Virmondes Cruvinel (PPS) avaliou que a força política do presidente no Congresso e as articulações para mudanças de deputados na CCJ da Câmara para garantir votos pesaram na rejeição da denúncia. “Agora é avaliar o que a opinião pública também falará a respeito do assunto”. Virmondes avaliou ainda que a busca de estabilidade no país tem levado setores da sociedade a uma reação tímida diante do que aconteceu na CCJ da Câmara Federal. “Nós também percebemos que há necessidade de legitimidade tão cobrada pela sociedade. Temos que ter aí um balanceamento disso. Tanto a questão de sentir-se representado, como também a busca de estabilidade não só entre os poderes, mas também com a sociedade”, destacou.

A deputada Isaura Lemos (PCdoB) criticou a política do “toma lá, dá cá”, de liberação de recursos de emendas pela União, para conseguir votos favoráveis à rejeição da denúncia. “Espero que no Pleno da Câmara Federal seja revisto, porque se não vai ficar cada vez mais claro que de fato os deputados federais não têm nada a ver com a população brasileira, já que o governo do Temer está tendo mais de 80% de rejeição”, enfatizou.

O deputado José Nelto (PMDB), que é do mesmo partido do presidente Temer, fez duras críticas contra a decisão da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara. “Isso é muito ruim para a democracia e para o Brasil. A Câmara deveria aceitar a denúncia, ela ser discutida. Se realmente ele (Temer) não tem culpa, ele mostra a sua inocência”, disse. O peemedebista considerou que o resultado da votação ajudou a enfraquecer politicamente o presidente, que segundo o parlamentar, “comprou” vários votos para garantir a derrubada da denúncia. “Ele perde força política. O Congresso Nacional está negociando, levando vantagens (alguns deputados) para manter o presidente da República, um fantasma no Palácio do Planalto”, resumiu. 

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