Ícone alego digital Ícone alego digital

Deputado Jovair Arantes defende reforma partidária antes da reforma política

13 de Agosto de 2017 às 09:53

Em recente evento do qual participou na Assembleia, o deputado federal Jovair Arantes, que preside o PTB em Goiás, defendeu a manutenção do Governo atual, para que a pauta de reformas seja trabalhada. Para o petebista, não há possibilidade de se obter sucesso numa mudança das regras do cenário político sem que haja uma estabilidade na direção do país.

O parlamentar defende que a reforma partidária deve ser realizada antes da reforma política. Ele pergunta “qual partido que irá votar para a sua extinção?”, referindo-se a redução do número de partidos políticos, um dos principais itens que compõem o texto da reforma partidária.  

“Entendemos que é necessário ter os pés no chão para fazer uma reforma que entre em vigor a partir de 2024 ou 2026, porque a partir daí, todos saberão que as regras do jogo serão mudadas. Você alterar as regras do jogo com os atletas em campo e o jogo em andamento é muito difícil”, exemplificou Jovair Arantes.

De acordo com o petebista, o voto na lista fechada pode ser negativo, por ser contrário aos costumes dos brasileiros. "Trata-se de uma antitradição, pois temos uma cultura no Brasil de se votar na pessoa, no candidato.”

Financiamento de campanha

Perguntado sobre o financiamento de campanha, o presidente do PTB goiano opina que há o intuito de se fazer uma eleição capitalista em um momento em que não tem dinheiro privado para se investir nas eleições. Conforme o parlamentar, o problema não está no financiamento das campanhas políticas, e sim na fiscalização da aplicação desses orçamentos.

“O que aconteceu com o Brasil foi falta de fiscalização. O Estado não pode cometer esses erros. Da mesma forma na política e em qualquer setor, pois o ser humano tem uma tendência em querer levar vantagem em tudo e isso prejudica o processo democrático no Brasil. Tem que ter fiscalização dura e eficiente”, declara Jovair Arantes.

Questionado sobre a denúncia apresentada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao Supremo Tribunal Federal (STF), a qual cita envolvimentos do presidente da República, Michel Temer (PMDB-SP) em atos ilícitos, que foi arquivada pela Câmara dos Deputados, Jovair Arantes afirma que se tratou de uma discussão política.

Para o líder do PTB em Goiás, o Legislativo analisou a denúncia pelo viés político, como deve ser feito, em sua opinião. De acordo com o parlamentar goiano, o procurador autor da denúncia tem “uma certa vinculação forte com a esquerda brasileira” e que o Ministério Público não pode ser utilizado como “aparelho político”.

“No nosso entendimento, a acusação que existia contra Michel Temer era forjada, feita através de uma prova ilícita. A Constituição diz que você não pode provocar provas contra você. Então, no nosso entendimento, foi um julgamento que devia ter o tratamento político”, enfatizou o deputado federal.

Jovair ainda afirma que não se trata de uma isenção para o presidente da República, e sim de uma orientação ao STF para que não investigue agora, mas sim no final de seu mandato, para que não haja mais prejuízos ao país. “Nós dissemos ao STF que não faça a investigação agora. Ao terminar o mandato dele, ao final do ano que vem, aí sim, façam a investigação e que ele pague o que tiver de pagar. Mas se nós fizéssemos outra ruptura da Presidência da República, quem pagaria com isso seria o país, que já está muito carente e sacrificado.”

Em relação a aumento das tarifas de impostos, como a área econômica do Governo Federal determinou recentemente, o deputado diz ser contrário a esta medida, a qual julga como a mais fácil diante do atual cenário, que em sua opinião é culpa da gestão anterior. “Gastos irresponsáveis, ações irresponsáveis, concessões irresponsáveis que geraram um déficit muito grande no país. Eu sou totalmente contra o aumento de impostos”, declara Jovair Arantes.

De acordo com o petebista, a gestão precisa encontrar um equilíbrio e a reformulação tributária pode ser uma das saídas para este problema. Conforme o deputado, o país está tomado por sindicalistas que só pensam em arrecadar e por sociedades industriais que só pensam neles próprios, o que causa transtornos para o Brasil.

“Nós temos que pensar um pouco no país e o sacrifício tem que ser de todos. E hoje quem está pagando esse sacrifício é o agricultor, que é quem produz no Brasil, e é a sociedade organizada, que trabalha, e nunca fez uma malversação para ter que pagar a conta como está pagando”, finaliza Jovair Arantes.

Compartilhar

Nós usamos cookies para melhorar sua experiência de navegação no portal. Ao utilizar você concorda com a política de monitoramento de cookies. Para ter mais informações sobre como isso é feito, acesse nossa política de privacidade. Se você concorda, clique em ESTOU CIENTE.