Simeyzon defende que distritão é melhor que atual modelo de votação
O deputado Simeyzon Silveira (PSC) ocupou a tribuna no Grande Expediente da sessão ordinária desta quinta-feira, 10, para comentar sobre a importância de se realizar uma Reforma Política no Brasil que, dentre outras mudanças, diminua o número de partidos políticos. O parlamentar se posicionou a favor do distritão, modelo que está sendo adotado na reforma em andamento no Congresso Nacional, embora prefira o modelo distrital, por regiões.
“A primeira e mais importante reforma que o País precisa é a política. Este modelo que nós vivemos hoje não é mais sustentável. Não é mais viável. Qual o País que nós queremos? Qual o modelo administrativo que sustenta o Brasil que queremos? Não cabe o modelo que hoje está aí. Tudo que vivemos no caos administrativo é reflexo do modelo que aí está”, disse o parlamentar.
O deputado defende o voto distrital, mas considera que o distritão é melhor que o atual modelo. “O distrital é o modelo onde as candidaturas são definidas por região, que eu acho mais justo. Mas o distritão é muito melhor do que o que temos hoje. São deputados mais votados. Todo modelo que dificulte a criação de novos partidos é importante. Hoje a máquina pública é inviável. O Governo Federal não consegue fazê-la funcionar. O povo que se ferra pagando novos impostos”, enfatizou.
De acordo com o parlamentar, o Brasil seria plenamente administrado com 12 ministérios, porém, tem mais de 40 partidos e mais 10 sendo formados, por isto a governabilidade fica comprometida, pois é necessário criar cargos e secretarias para sustentar estes partidos.
“Se o partido não tem competência, que ele não exista. Muitos dos nossos problemas se devem ao número exacerbado de partidos. Primeiro que não temos 42 partidos políticos com ideologia definida. Os partidos defendem tudo e nada ao mesmo tempo. Este modelo é insustentável. Haja dinheiro público. O problema do País não é arrecadação. É de administração. É a incapacidade que o País tem de administrar. Não tem recursos para sustentar este modelo”, salientou.
No que se remete ao financiamento de campanhas, o parlamentar se posicionou favorável. “Deve haver um tipo de financiamento, ou público ou privado. O que não pode acontecer é não ter como usar de financiamentos para as campanhas”. Segundo ele, sem este tipo de suporte financeiro permitido por Lei, o processo fica elitizado, favorecendo os candidatos com alto poder aquisitivo.