Marlúcio Pereira anuncia que vai pedir vista do projeto que cria o Codemetro
O deputado Marlúcio Pereira (PSB) anunciou que vai pedir vista do projeto que cria o Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana (Codemetro), em tramitação na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), caso o município de Aparecida de Goiânia não venha a ser contemplado com pelo menos 10% de participação no Plano de Desenvolvimento Integrado da Região Metropolitana de Goiânia – PDI-RMG. “Estamos buscando esse acordo, porque Aparecida de Goiânia é o maior município da RMG e não pode ser tratado como os demais”, frisou o parlamentar. No final da manhã desta quinta-feira, 21, o prefeito de Aparecida, Gustavo Mendanha, e empresários locais estiveram discutindo a matéria, na sala da Presidência, para se chegar a um consenso sobre esta reivindicação.
Marlúcio Pereira adiantou que, dentro do projeto em discussão e votação na Alego, o Estado é contemplado com 15%, Goiânia com 35%, ficando o restante 50% para ser dividido igualmente entre os outros municípios da RMG. “Aparecida é um município diferenciado, especialmente em número de habitantes, por isso merece um percentual maior dentro do PDI-RMG”, colocou o deputado. Ele adiantou que o líder do Governo, deputado Francisco Oliveira, bem como o presidente da Alego, deputado José Vitti, ambos do PSDB, estão buscando um acordo junto ao governador Marconi Perillo (PSDB).
“O principal objetivo do PDI-RMG é a implantação de um novo modelo de governança para a Região Metropolitana, adaptando a legislação estadual ao novo Estatuto da Metrópole, Lei 13.089, de 12 de janeiro de 2015, que busca solucionar os gargalos hoje existentes, além de proporcionar maior autonomia na implementação das funções públicas de interesse comum aos municípios que compõem a RMG. E o município de Aparecida não pode ser preterido nesse momento tão importante em que enfrenta grandes dificuldades para promover o desenvolvimento tão esperado pela sua população”, frisa Marlúcio.
O deputado deixa claro que se não conseguir um percentual de pelo menos 10% para Aparecida de Goiânia, vai mesmo pedir vista do projeto, que, assim, só poderá entrar em votação novamente em Plenário em 2018. Ele disse que o prefeito de Aparecida, Gustavo Mendanha (PMDB), "vem trabalhando bastante para que saia esse acordo, por isso está confiante de que ele será concretizado para que o projeto seja votado ainda nesse período de sessões extraordinárias".