Plenário aprova matéria que trata do Codemetro e Fundo da Região Metropolitana de Goiânia
Após reunião extra da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) no Auditório Solon Amaral, parlamentares da base governista e de oposição seguiram para o Plenário Getulino Artiaga para realizarem a quarta sessão extraordinária desta quinta-feira, 21. Os trabalhos da noite foram conduzidos pelo presidente da Assembleia Legislativa, deputado José Vitti (PSDB).
Na ocasião, o Plenário aprovou em primeira fase de discussão e votação o projeto de lei nº 3725/16, que está em tramitação na Alego desde o ano passado. O texto versa sobre a Região Metropolitana de Goiânia (RMG), ao tratar de questões relativas à gestão compartilhada de serviços públicos, além de criar o Conselho de Desenvolvimento (Codemetro) e o Fundo de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Goiânia (FDRMG).
O Codemetro será composto por 25 titulares e 25 suplentes, entre governador, prefeitos, deputados, vereadores e representantes da sociedade civil. Estes ficarão encarregados de discutir e definir diretrizes sobre políticas públicas de interesse comum dos municípios-membros, como transporte público coletivo, abastecimento de água, esgotamento sanitário, gestão de resíduos sólidos e ocupação e uso do solo. Já o FDRMG também instituído pela matéria, terá por finalidade dar suporte financeiro ao planejamento integrado e às ações conjuntas deliberadas pelo Codemetro.
O texto elucida que não altera a composição dos entes que atualmente integram a Região Metropolitana de Goiânia. Os vinte municípios que já fazem parte da mesma terão cotas de votos no Codemetro, com destaque para a cidade de Goiânia, com 10,26% e para a cidade de Aparecida de Goiânia, com 8%.
Contrário à propositura, o deputado Lincoln Tejota (PSD) encaminhou seu voto contrário com argumento de que o poder dado ao Conselho para deliberar sobre assuntos geralmente decididos pelas Câmaras Municipais enfraquece o Legislativo e tira a sua autonomia. Os deputados Major Araújo (PRP) e Luis Cesar Bueno (PT) também votaram contra a matéria.