Presídios goianos
Em reunião na sede do Tribunal de Justiça de Goiás, o governador Marconi Perillo (PSDB) entregou à presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, um dossiê sobre a situação dos presídios no Estado. A Assembleia Legislativa foi representada pelo deputado Marlúcio Pereira (PSB), que reside e representa Aparecida de Goiânia no Parlamento.
Na semana passada, o complexo prisional de Aparecida registrou três rebeliões, com morte e fuga de presos. Há muito, políticos da cidade, como Marlúcio, reivindicam a transferência do complexo do município, diante do perigo que os moradores enfrentam com a ocorrência de fugas.
Alegando questão de segurança, a ministra cancelou a inspeção que faria ao complexo, que estava marcada para logo depois da reunião com autoridades goianas, entre elas o presidente do TJ, Gilberto Marques Filho, e o procurador-geral de Justiça, Benedito Torres. Além de Marlúcio, participaram da reunião aberta com a presidente do STF o ex-prefeito Maguito Vilela, o ex-deputado Ozair José e vereadores de Aparecida.
Marconi entregou à ministra um dossiê com informações dos investimentos feitos pelo governo de Goiás na segurança pública, em particular em relação às providências tomadas para a construção de novas unidades prisionais no Estado.
Em entrevista à imprensa, governador informou que o Estado investiu na área de segurança pública R$ 3,2 bilhões, apenas em 2017, o que teria colaborado na redução de todos os indicadores de violência.
Na reunião ficou definido um conjunto de medidas a ser tomada pelo Executivo e pelo Poder Judiciário, como a realização de mutirões sobre progressão de pena, cadastramentos geral dos presos e construção de novos presídios.
Essas metas também foram entregue a Cármem Lúcia, que ficou de retornar a Goiás em fevereiro.