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Liderança do Governo

26 de Janeiro de 2018 às 10:20
Crédito: Agência Assembleia de Notícias
Liderança do Governo
Dep. Francisco de Oliveira
Líder do Governo, Francisco Oliveira fala sobre perspectivas para 2018 e avalia trabalho realizado em 2017. Gestão da Casa, produção em Plenário e próximas eleições foram alguns dos temas abordados.

Durante este recesso parlamentar, a Agência Assembleia de Notícias tem feito um balanço político sobre o ano de 2017 com as lideranças dos partidos das bancadas governista e de oposição. O entrevistado da vez foi o líder do Governo neste Parlamento, deputado Francisco Oliveira (PSDB), que respondeu a oito questões na forma de pergunta e resposta.

Os questionamentos feitos ao parlamentar dizem respeito à gestão do presidente da Casa, deputado José Vitti (PSDB), avaliação política e administrativa de 2017, perspectivas para 2018, além de uma análise do cenário vivido pelo seu partido no ano passado e expectativa para este, e o ponto de vista dele sobre algumas prerrogativas da Legislativo goiano durante este período.

Qual é o legado da administração do presidente José Vitti até o momento?

O presidenete José Vitti vem construindo o seu nome na Casa desde o mandato passado. Na liderança do Governo durante os dois primeiros anos ele se consolidou, demonstrando a sua capacidade de gestão, de compreensão, de diálogo. "Palavra dada, palavra empenhada” é sem mote e eu digo que a palavra do José Vitti é documento. Ele é um dos poucos homens que conheço que têm um compromisso de palavra muito sério. Conseguiu plantar credibilidade e respeito entre os pares. Hoje, José Vitti não é presidente da base aliada, mas da totalidade dos deputados. Goza de um prestígio jamais visto, com todos os parlamentares, exatamente pela sua postura ética e respeitosa, onde “sim é sim e não é não”. E, mais que isso, ele se preocupa em fazer com que este Parlamento seja transparente e possa fazer um trabalho não só em função dos deputados, mas em função do povo goiano. Prova disso é que, hoje, a Assembleia Legislativa de Goiás é a mais transparente e econômica do País.

A Alego conseguiu resgatar a sua autonomia política e financeira em relação ao Poder Executivo?

A Assembleia sempre teve a sua autonomia financeira definida, nós temos parte do orçamento. O que a Casa faz é ser parceira do Governo, exatamente por isso que ela é um dos Legislativos mais econômicos do País, porque ela não usa todo o orçamento que lhe é destinado; usa o necessário e o essencial. Neste sentido a Assembleia está bem atendida, precisamos de uma sede nova, cuja obra já foi iniciada e a construção está sendo retomada. Mas dentro deste contexto, a Casa sempre foi muito independente e o Governo sempre a respeitou. A Assembleia é parceira do Executivo, cedendo parte do seu orçamento para o Estado.

As prerrogativas parlamentares ficaram prejudicadas pela força do Poder Executivo, devido à ampla maioria governista em Plenário?

Eu entendo que Parlamento existe em função de um Governo. O Parlamento é plural e independente, porém, todos que estão aqui, são vinculados a um grupamento político. Nós da base aliada somos compromissados com o grupamento político do governador Marconi Perillo (PSDB), somos leais a ele, automaticamente ele tem, na Casa, uma maioria absoluta de 31 deputados. Esses 31 parlamentares votam matérias do Executivo. Isso não quer dizer que o Legislativo está sendo anulado. O que nós estamos fazendo é fortalecendo o nosso Governo, que ajudamos a eleger e no qual acreditamos.

Dessa forma, no Parlamento, que depende de votar leis e tem todo um procedimento legislativo, nós fazemos esse papel de Governo. Obviamente, também, que a Casa tem toda a sua autonomia de debate, de discussão e, aqui, quero fazer uma ressalva à oposição, que tem todo espaço possível na tribuna. Nos ajudam com quórum, discutem os projetos em alto nível, e são parceiros do Estado de Goiás, fazendo com que as coisas aconteçam no Legislativo. Então, os parlamentares de oposição permitem que a Assembleia trabalhe tranquilamente, porque se quisessem poderiam obstruir e dificultar todas as votações.

A conclusão da nova sede deve ser prioridade para 2018?

Ela já foi prioridade para 2017. O presidente José Vitti trabalhou profundamente, mas infelizmente, pelo tempo que ela foi lançada, há mais de 15 anos, havia muitos projetos defasados e a ausência de outros adequados para o momento, como projetos na área de Tecnologia da Informação (TI). Então o presidente refez todos os projetos, tendo em vista que teria que ser feita uma nova licitação, e hoje, com essas modificações, ela atende a todos os critérios de economia, eficiência e modernidade. Está apta a ser licitada e eu tenho certeza que será feito o menor preço. Já temos recursos em caixa na ordem de quase R$ 60 milhões para que possamos efetivamente fazer a nova sede do Legislativo do Estado de Goiás.

Qual o balanço político e administrativo do ano de 2017?

Foi um ano extremamente positivo, onde o Governo tomou medidas duras nos anos de 2015 e 2016, para que nós pudéssemos chegar a 2017 com mais tranquilidade. O governador Marconi Perillo teve a possibilidade não só de colocar a folha de pagamento tranquilamente em dia, que é o 13º no aniversário para o pessoal da ativa e pensionistas e aposentados, como também pagar a folha no 1º dia útil e no 10º dia útil. Então o Governo avançou muito nesse sentido em função da crise e acabou, também, criando uma situação financeira favorável, fazendo o maior lançamento de obras do Brasil, vom o Programa Goiás na Frente, no volume de R$ 6 bilhões. Então, para o Governo, foi um ano extremamente positivo.

E as perspectivas para este ano?

Extremamente positivas. Como eu disse, 2017 foi um ano muito importante, quanto o Governo do Estado fez as suas contenções de despesas, fazendo a lição de casa em 2015 e 2016, inclusive votando leis difíceis para que pudéssemos gerar esse saldo positivo para Goiás. Hoje, o Executivo tem crédito, tem dinheiro. São R$ 6 bilhões de investimentos, folha de pagamento em dia e muito volume de obras.

Em 2018 colheremos isso que foi plantado em 2017, não só na questão de gestão de pessoal, mas também em relação a obras que já estão sendo feitas e outras que serão implementadas em todo o Estado. Não só obras estruturantes, como estradas, centros de convenções, pontes, mas também as obras de parceria com os 246 municípios, onde o Goiás na Frente está levando os recursos para obras que os prefeitos reivindicaram em audiência com o governador Marconi e com o vice, José Eliton (PSDB), que é o coordenador do Programa. Esses convênios estão sendo assinados e pagos sem custos para as cidades. É um volume de obras extraordinário! Há recapeamento, asfalto, obra de hospital, escolas, cada prefeito escolheu sua prioridade, porque cada cidade tem suas particularidades. Nós temos 200 prefeitos da base aliada. Em 2018, esse exército de prefeitos por esse volume de obras automaticamente nos dará, com toda certeza, lá para agosto, uma aprovação de mais de 60% do nosso Governo e, certamente, faremos o sucessor nas próximas eleições.

O que se espera do PSDB em 2018?

O PSDB passou por uma provação muito forte, tendo a divisão nacional daqueles que eram a favor do presidente Michel Temer (MDB) e dos que eram favoráveis ao afastamento do governo dele. Houve um racha, mas o partido foi maior. E, agora, tivemos essa unidade em torno de uma candidatura única, do nosso atual presidente, governador Geraldo Alckmin (SP), e que também é o nosso pré-candidato à Presidência da República.

O governador Marconi liderava com muita folga nacionalmente contra o senador Tasso Jereissati (CE) para ser o presidente nacional do PSDB, teria mais de 100 votos de frente, mas num gesto de unidade e grandeza, abriu mão em favor de Alckmin para que pudéssemos ter essa união. O Estatuto do partido foi para que Marconi pudesse ser o primeiro vice-presidente e o Tasso o segundo vice-presidente e, automaticamente quando Geraldo Alckmin sair como candidato a presidente, renunciará à presidência do partido e Marconi assumirá. Nada mais justo para aquele que ganharia as eleições com uma grande folga nas convenções.

O PSDB tem um papel importante, foi avalista da saída da presidente Dilma (PT) do Governo, tem a obrigação de dar governabilidade, e isso não quer dizer que tem que estar ocupando cargo em ministério ou no Governo, mas que tem a obrigação de votar matérias importantes e preparar o País para o seu próximo presidente. Eu espero que esse presidente seja Geraldo Alckmin, governador de São Paulo pela quarta vez, que não tem nenhuma mancha que possa denegrir seu nome e que será um presidente honrado, sério e honesto. Tenho certeza que ele seria o ideal para ocupar a Presidência da República, devido ao seu preparo, seriedade e pela bagagem que tem por governar um Estado como São Paulo, o qual detém quase 80% do orçamento da União.

Qual a sua mensagem ao povo goiano diante de tantas denúncias de corrupção e mau uso da política em benefício próprio?

O parlamentar tem a obrigação de trabalhar com seriedade. Lamentavelmente, temos bons e maus políticos, bons e maus médicos, bons e maus advogados, bons e maus em todas as áreas, mas não vivemos sem a política. Ela é fundamental, é ela que gera a democracia. Aí eu conclamo ao eleitor que escolha bem para votar certo, e depois acompanhe o seu parlamentar. Não pode ir no oba-oba. Dou como exemplo as eleições para presidente. Tantas coisas sendo ditas e provadas sobre algumas pessoas e elas estão bem nas pesquisas. Eu falo isso muito e reafirmo: o eleitor tem grande culpa. Nas pequenas cidades ele (eleitor) vende o voto em troca de gás, para um vereador, para um prefeito. O eleitor tem obrigação de mudar a sua concepção do ato de votar. Não se troca voto. Com o voto você escolhe os seus governantes e deve cobrar deles na gestão e no Parlamento. Infelizmente, nós temos uma cultura muito ruim em todos os municípios e isso precisa mudar. A Justiça Eleitoral tem que partir, também, para as cidades do interior e monitorar os eleitores. É ali que está o grande problema. 

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