Lívio Luciano avalia projeto de privatização da Eletrobras
O deputado Lívio Luciano (MDB) vê com bons olhos a iniciativa do presidente do Brasil, Michel Temer, que é do seu partido, de encaminhar projeto de lei Congresso Nacional propondo uma modelagem de venda da Eletrobras. “São medidas importantes que, entre outras coisas, defendem a democratização do capital da Eletrobrás, bem como define obrigatoriedade de ações efetivas para recuperar a bacia hidrográfica do Nordeste, e destina R$ 9 bilhões para revitalização da bacia do São Francisco durante o período de concessão”, avalia.
Lívio manifestou a opinião de que a privatização será mais um grande desafio para o governo Temer, mas acredita que sairá vitorioso, ao exemplo do que ocorreu com outras medidas duras, inclusive antipopulares, que assumiu recentemente, como a reforma Trabalhista.
“Por ser um ano de eleições, o Governo vai ter que travar uma luta grande para aprovar o projeto de desestatização dessa companhia tão importante para o país, mas acredito que até abril próximo o Congresso aprova autorização para venda das ações da Eletrobras, somada com a possibilidade de atender essa grande preocupação com o Nordeste de se financiar a restauração do rio São Francisco”, afirma.
Para Lívio Luciano, o governo de Michel Temer vai enfrentar outros grandes desafios neste ano. “Além da privatização da Eletrobras, teremos pela frente a reforma da Previdência, marcada para ter sua votação iniciada em fevereiro, bem como a proposta que regulamenta os chamados supersalários (PL 6726/16). O importante é que está dialogando com os parlamentares nos temas que são de interesse das duas Casas Legislativas”, ressaltou o deputado.
A expectativa é de que o projeto da Eletrobras deve ser relatado, na Câmara dos Deputados, pelo deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA), que já manifestou a opinião de que o PL está mais focado na arrecadação a ser gerada para o Tesouro do que em benefícios para o setor elétrico, o que abre caminho para mudanças no texto.
O certo é que o projeto ainda deverá ser debatido exaustivamente, haja vista que após a passagem dele pela Câmara, ainda deverá ser aprovado no Senado.