Metas fiscais do Governo
Durante audiência pública realizada pela Comissão de Tributação, Finanças e Orçamento para recebimento de prestação de contas do Governo do Estado, o secretário de Estado da Fazenda, João Furtado Neto, comemorou os resultados referentes ao III quadrimestre de 2017. Os números positivos, em meio à crise econômica nacional, chancelariam a necessidade e o sucesso do ajuste fiscal pensado pela administração do governador Marconi Perillo (PSDB).
“Não é segredo que 2017 foi um ano especialmente difícil em todas as esferas: federal, estadual e municipal, uma vez que tivemos retração da economia, encolhimento do PIB, aumento do desemprego e turbulências na condução política do país. Também tivemos redução das transferências voluntárias da União. O FEX diminuiu, a repatriação não ocorreu como esperávamos, o FPE e o Fundeb foram menores. Então sentimos orgulho em dizer que Goiás apresenta relatório cumprindo as metas de superávit primário e as metas estabelecidas pela LOA”, disse.
Somado à nova gestão fiscal implementada, o agronegócio teria tido um papel fundamental nos resultados positivos de 2017, funcionando como o grande motor da economia goiana, de acordo com o secretário. “A atividade agroindustrial iniciou a virada para que Goiás, e o Brasil, saíssem da crise. Porém as séries históricas mostram também o acerto das decisões da equipe de Governo quanto ao ajuste fiscal. Ações continuadas de redução da máquina pública e de enfrentamento ao déficit orçamentário fizeram com que conseguíssemos fechar o ano com resultados positivos, mesmo esperando queda na receita neste III quadrimestre”, explicou.
Ao final de sua fala, João Furtado Neto deu destaque ao grande programa de recuperação de crédito realizado pelo Executivo no ano passado, que acrescentaram R$ 1,6 bilhão à receita do Estado. “O maior programa de recuperação de crédito da história de Goiás permitiu a regularidade de uma gama enorme de empresas e empresários que enfrentavam a crise”, afirmou.
“Temos a menor dívida proporcional dos últimos anos e um déficit orçamentário de R$ 500 milhões, valor totalmente administrável e passível de ser absorvido se continuarmos com essas boas práticas de gestão”, encerrou o secretário da Fazenda, sem antes comemorar a geração de emprego e o crescimento acima da média nacional.