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Exposição fotográfica marca o início das comemorações alusivas ao Dia da Mulher na Assembleia Legislativa

06 de Março de 2018 às 18:32
Crédito: Denise Xavier
Exposição fotográfica marca o início das comemorações alusivas ao Dia da Mulher na Assembleia Legislativa
Abertura das atividades comemorativas ao Dia Internacional da Mulher, com a exposição fotográfica
A exposição fotográfica intitulada “Ser Mulher DNA Sagrado, Boas Práticas”, idealizada pela neurocoaching Kelley Marques, na tarde desta terça-feira, marcou o início das comemorações alusivas ao Dia Internacional da Mulher programadas pela Assembleia Legislativa. Na quinta-feira, 8, será realizada sessão solene, às 15 horas, para a entrega da Comenda Berenice Artiaga a mulheres goianas que realizam relevantes serviços. O Coral da Alego fará apresentação especial em homenagem às mulheres durante a sessão. A TV Assembleia também preparou um documentário que será lançado no dia 8. É o “Mulheres no Legislativo”.

A Assembleia Legislativa iniciou, na tarde desta terça-feira, 6, as comemorações alusivas ao Dia Internacional da Mulher, com a exposição fotográfica intitulada “Ser Mulher DNA Sagrado, Boas Práticas”, idealizada pela neurocoaching Kelley Marques. A programação segue até sexta-feira com diversas atividades para celebrar essa data tão lembrada mundialmente.

A comemoração oficial é celebrada no dia 8 de março, porém, diversas palestras, exposições de produtos femininos e homenagens retratando lutas e conquistas das mulheres estão dentro da programação definida pela Seção de Atividade Culturais.

Kelly Marques é servidora da Casa Legislativa há oito anos e conta que, além de neurocoaching, também é palestrante. Estão em exposição 30 fotos de mulheres de todos os estilos. “Meu foco é voltado para o desenvolvimento de pessoas com ênfase em mulheres de 60 a 90 anos. O trabalho que exponho foi realizado com mulheres de várias idade e biótipos”, disse.

A neurocoaching explicou que na quinta-feira, 8, será ministrada palestra-show no auditório Solon Amaral da Casa de Leis, das 7 às 11 horas. Na oportunidade, serão entregues certificados a diversas mulheres. “O objetivo é homenagear todas as mulheres da Alego”, destaca Kelley Marques.

“Será um momento de honra. Entregaremos certificados as mulheres de boas práticas. Elas dispõem de um DNA sagrado, neurônio espelho. Cada mulher apresenta uma história de vida peculiar e de superação. O intuito será homenagear as funcionárias que atuam na área dos Serviços Gerais da Alego, as da Polícia e demais servidoras deste Parlamento“, ressalta.

A cantora Marcela Murph abrilhantou o evento com canções de MPB, pop rock nacional e internacional. Ela, que é natural de Trindade, é autodidata. Conta que aprendeu a cantar e tocar violão desde infância. Murph é formada em História e Educação Física, e pontua que toca em barzinhos e festas particulares de Goiás.  “Acho muito interessante o espaço concedido ao talento Goiano na Casa Legislativa. O artista precisa de oportunidades como esta para se sentir valorizado”.

Comenda

Nesta quinta-feira, 8, a Assembleia realiza sessão solene, às 15 horas, quando serão entregues da Comenda Berenice Artiaga a mulheres goianas que realizam relevantes serviços. O Coral da Alego fará apresentação especial em homenagem às mulheres durante a sessão.

A Comenda carrega o nome da ex-deputada estadual Berenice Artiaga e é uma das mais altas honrarias da Alego. Foi instituída em 1998 pelo então presidente da Casa de Leis, Helenês Cândido, para homenagear mulheres fortes, atuantes e que representam o povo. O projeto que originou a comenda é de iniciativa da ex-deputada Dária Alves.

Segundo Lousane Rodrigues, chefe Seção de Atividade Culturais, durante toda a quinta-feira acontecerá programação especial para as servidoras, com estande de produtos de beleza, designer de sobrancelha, tratamento estético e palestra. A marca “Quem disse Berenice?” vai estar no saguão da Alego com promoções de produtos de beleza. Também terá tratamentos estéticos com esteticistas da clínica Fêmina Day para as mulheres servidoras e visitantes. "Um tratamento interessante que a clínica vai trazer é a hidratação nas mãos à luz de led", conta. 

A design de sobrancelhas Elisangela Mamede também vai estar no saguão da Casa com espaço para atender as servidoras. A Polishop é outra parceira que vai estar presente a partir da terça-feira, 6, na Alego, até quinta-feira, 8, trazendo diversos produtos para serem apreciados.

“Haverá produtos para massagem corporal, massagem para os pés, cuidados com o cabelo, degustação de petiscos feitos na fritadeira elétrica da marca, degustação de café e sucos em cafeteiras e máquinas de sucos”, explicou Lousanne.

Ainda sob a coordenação da Seção de Atividades Culturais, haverá uma palestra com a instrutora de moda do Senac, Lorena Cantanhede, sobre a “Construção da Imagem Pessoal de Sucesso”, na quinta-feira, 8, às 10 horas e também às 15 horas. “O intuito é atender tanto as servidoras e visitantes que comparecem à Casa”, explica a chefe da Seção, Lousanne Rodrigues.

Documentário

A TV Assembleia também preparou um documentário que será lançado no dia 8. É o “Mulheres no Legislativo”. As entrevistas foram feitas pela jornalista Luciana Martins durante 15 dias de apuração e produção.

O objetivo do projeto foi tratar sobre o papel das mulheres no Parlamento goiano, dando ênfase a Comenda Berenice Artiaga. “Até hoje mais de mil mulheres foram homenageadas no Dia Internacional da Mulher com a Comenda Berenice Artiaga”, explicou Luciana.

A repórter e apresentadora conta que o documentário fala sobre a atuação parlamentar feminina, as dificuldades e as lutas que as mulheres que passaram pelo Poder Legislativo enfrentaram. Foram entrevistadas as deputadas Isaura Lemos (PCdoB), Adriana Accorsi (PT), Lêda Borges (PSDB) no exercício do mandato. Também há participação das ex-deputadas Betinha Tejota (PSB), Ana Braga de Queiroz e Dária Alves. O filho de Berenice Artiaga, Indio Artiaga, participou do documentário para falar sobre a mãe e conceder arquivos.

Além dessas mulheres que tanto contribuíram pelo Poder Legislativo, a ex-deputada Almerinda Arantes também foi retratada no especial. O documentário fará parte do acervo do Memorial do Legislativo – espaço do Portal da Alego que traz diversos registros sobre a história do Parlamento.

Ainda dentro da programação do Dia da Mulher, a Assembleia Legislativa estará lançando o livro "O Poder Legislativo em Goiás - Memórias e Registros", elaborado pelos professores e pesquisadores Itami Campos e Denise Paiva. O lançamento acontece dia 8, às 18 horas, no Salão Nobre da Casa.

A programaçao da semana também se estenderá a Câmara Municipal. Com a participação da deputada Isaura Lemos (PCdoB) vai acontecer no auditório da Câmara Municipal de Goiânia, no dia 7, quarta-feira, a partir das 14 horas, a entrega do Prêmio Mulher Combativa. A iniciativa é da parlamentar junto com a vereadora Tatiana Lemos (PCdoB).

Na ocasião, serão homenageadas mulheres em reconhecimento ao trabalho desenvolvido para maior participação destas na vida social e política em Goiás, pela luta por direitos igualitários, enfrentamento a violência de gênero, emponderamento e ocupação nos espaços de poder.

O evento contará com a presença da cientista social e escritora Ana Maria Prestes Rabelo, neta de Luiz Carlos Prestes, que lançará em Goiânia livro de sua autoria, intitulado “Mirela e o Dia Internacional da Mulher”. A obra, do segmento da literatura infantil, trata de conquistas históricas das mulheres e mostra, de forma lúdica, as situações influenciadas por questões de gênero e do avanço das lutas feministas.

História do 8 de março

O dia 8 de março é o resultado de uma série de fatos, lutas e reivindicações das mulheres (principalmente nos EUA e Europa) por melhores condições de trabalho e direitos sociais e políticos, que tiveram início na segunda metade do século XIX e se estenderam até as primeiras décadas do XX.

No dia 8 de março de 1857, trabalhadores de uma indústria têxtil de Nova Iorque fizerem greve por melhores condições de trabalho e igualdades de direitos trabalhistas para as mulheres. O movimento foi reprimido com violência pela polícia. Em 8 de março de 1908, trabalhadoras do comércio de agulhas de Nova Iorque, fizeram uma manifestação para lembrar o movimento de 1857 e exigir o voto feminino e fim do trabalho infantil. Este movimento também foi reprimido pela polícia.

No dia 25 de março de 1911, cerca de 145 trabalhadores (maioria mulheres) morreram queimados num incêndio numa fábrica de tecidos em Nova Iorque. As mortes ocorreram em função das precárias condições de segurança no local. Como reação, o fato trágico provocou várias mudanças nas leis trabalhistas e de segurança de trabalho, gerando melhores condições para os trabalhadores norte-americanos.

Porém, somente no ano de 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o 8 de março passaria a ser o "Dia Internacional da Mulher", em homenagem ao movimento pelos direitos das mulheres e como forma de obter apoio internacional para luta em favor do direito de voto para as mulheres (sufrágio universal). Mas somente no ano de 1975, durante o Ano Internacional da Mulher, que a Organização das Nações Unidas (ONU) passou a celebrar o Dia Internacional da Mulher em 8 de março.

Ao ser criada esta data, não se pretendia apenas comemorar. Na maioria dos países, realizam-se conferências, debates e reuniões cujo objetivo é discutir o papel da mulher na sociedade atual. O esforço é para tentar diminuir e, quem sabe um dia terminar, com o preconceito e a desvalorização da mulher. Mesmo com todos os avanços, elas ainda sofrem, em muitos locais, com salários baixos, violência masculina, jornada excessiva de trabalho e desvantagens na carreira profissional. Muito foi conquistado, mas muito ainda há para ser modificado nesta história.

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