Manifestantes ocupam Alego para reforçar direitos da mulher camponesa
Às vésperas do Dia Internacional da Mulher, mobilizações do campo e da cidade tomaram as dependências da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego) na tentativa de intensificarem a luta por diversas reivindicações sociais. A mobilização foi acolhida pela deputada Isaura Lemos (PCdoB) e conta ainda com o apoio da deputada Adriana Accorsi (PT).
Diversas entidades participam da ocupação, dentre eles estão a Central Única dos Trabalhadores de Goiás (CUT-GO), Movimento dos Trabalhadores sem Terra (MST) e Movimento Camponês Popular (MCP). Conscientização dos direitos da mulher, luta por combate ao feminicídio e a Reforma da Previdência.
A deputada Isaura Lemos acredita que esses movimentos contribuem com o fortalecimento da mulher na caminhada contra o preconceito, a discriminação de gênero e, de modo especial, no combate ao machismo e a violência doméstica.
Em documento, as entidades organizadoras da mobilização destacam que, mais uma vez, estão mobilizados para dizer que não aceitam perder aquilo que já conquistaram. “Nossa luta é, sobretudo, contra a violência cometida contra as mulheres, bem como em prol da garantia dos direitos das mulheres camponesas”. Dispõe ainda sobre as principais exigências responsáveis pela mobilização dos grupos, dentre elas estão: o combate à violência contra a mulher e promoção da saúde, aposentadoria digna para todos os trabalhadores do campo e da cidade, lei da agricultura familiar e camponesa e emendas parlamentares, habitação de interesse social no campo, regularização fundiária, compra de sementes da agricultura camponesa.
Para o deputado Humberto Aidar (PT), qualquer reivindicação é bem-vinda “Nós somos favoráveis a toda luta. Se eles estão aqui na Assembleia é porque aqui é a caixa de ressonância. Temos deputados de todo o Estado que tem por obrigação representar a sociedade, então nós também fazemos parte dessa luta”, ressaltou o parlamentar.
Durante entrevista, a deputada Lêda Borges (PSDB) ressaltou que todos os avanços femininos que ocorreram no mundo vieram por meio da luta. Para ela, as mulheres devem continuar lutando pelos avanços, na sociedade, dos direitos e da igualdade. “Toda mobilização vem para nos ensinar e nos orientar. É a forma que a sociedade tem de colocar para os políticos e todas as demais autoridades as necessidades humanas. Toda manifestação nos dá cada vez mais consciência do nosso papel e dos pontos em que precisamos avançar”, pontuou.
Para a manifestante e estudante de história, Vanusa Santos, as mulheres estão sofrendo um retrocesso, por isso, devem buscar informações para um melhor entendimento do que está acontecendo hoje no Poder Legislativo. “Se a gente não lutar ninguém irá fazer isso por nós. Gostaria muito que as mulheres que não estão aqui hoje pudessem pensar melhor sobre os nossos retrocessos. Existem fontes confiáveis de informações e gostaria muito que elas pensassem a respeito e viessem contribuir com a gente”.
De acordo com os organizadores a ocupação na Assembleia Legislativa deve durar até às 9h do dia, 8, onde sairão em direção à Avenida Anhanguera, no centro da capital.