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Plenário aprova perdão de créditos tributários da Celg e matéria que beneficia servidores do Judiciário

03 de Abril de 2018 às 18:46
Crédito: Marcos Kennedy
Plenário aprova perdão de créditos tributários da Celg e matéria que beneficia servidores do Judiciário
Sessão Extraordinária
Em sessões ordinária e extra a Assembleia Legislativa aprovou na tarde desta terça-feira, 21 projetos de lei. Em votação definitiva foi aprovado o projeto enviado pelo Governo do Estado, que perdoa créditos tributários relativos ao ICMS, devidos pela Celg Distribuição S.A. (Celg D), até 27 de janeiro de 2015. Em primeira instância foram aprovados o processo nº 970/18, do Tribunal de Justiça que trata da Carreira dos Servidores do Poder Judiciário do Estado de Goiás e o que instituiu a carreira de fiscal fazendário da Secretaria Estadual da Fazenda, além de alteração na Lei que institui o Fundo Constitucional do Transporte e projetos dos próprios parlamentares.

A Assembleia Legislativa aprovou nessa terça-feira, 3, durante a votação da Ordem do Dia, 21 projetos de lei. A votação aconteceu durante a sessão ordinária dessa tarde e foi resumida numa sessão extra. Foram aprovados: um processo da Governadoria em fase única de votação, oito em primeira discussão e três em fase final; um projeto do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO) em primeira discussão; um de parlamentar em segunda votação e dois em primeira fase; além de cinco pareceres favoráveis da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ).

Do TJ, foi aprovado em primeira instância, o processo nº 970/18, que trata da Carreira dos Servidores do Poder Judiciário do Estado de Goiás. O projeto havia sido votado momentos antes na Comissão Mista e foi relatado pelo deputado Karlos Cabral (PDT), apoiador da matéria.

Além disso, o Plenário aprovou em primeira votação, o projeto de lei que instituiu a carreira de fiscal fazendário da Secretaria Estadual da Fazenda. A matéria, sob nº 1044/18, propõe alterações na Lei nº 13.738, de 3º de outubro de 2000. O objetivo da mudança, segundo o chefe do Poder Executivo, é modernizar o modelo de promoção para a categoria, extinguindo a sistemática do prévio teste seletivo, também conhecido como concurso interno, adotando-se critérios baseados na qualificação profissional do servidor.

Ainda, foi aprovado em votação definitiva o projeto de lei nº 568/18, enviado pelo Governo do Estado, que perdoa créditos tributários relativos ao ICMS, devidos pela Celg Distribuição S.A. (Celg D), até 27 de janeiro de 2015. A proposta cumpre exigência da Lei nº 17.555/12, que cria o Fundo de Aporte à Celg D (Funac). Essa matéria obrigaria o Executivo a liquidar todas as obrigações provenientes dos passivos contenciosos administrativos e judiciais da Celg D, por serem de responsabilidade do Tesouro Estadual.

Contrários à matéria, deputados de oposição argumentaram que o perdão das dívidas prejudicaria os cidadãos goianos, uma vez que os cofres públicos deixariam de arrecadar o que lhes é devido. Ao pedir a palavra, Luis Cesar Bueno (PT) declarou que a oposição não aceitará o perdão de dívida bilionária, que nada mais significaria que uma “bilionária doação de dinheiro público a uma empresa privada, que presta o pior serviço de energia do Brasil, ao passo que cobra a tarifa mais cara”.

Além dele, registraram voto contrário ao texto os emedebistas José Nelto, Bruno Peixoto, Paulo Cezar Martins e Wagner Siqueira. Também se manifestaram contra as deputadas Delegada Adriana Accorsi (PT) e Isaura Lemos (PCdoB), e os deputados Humberto Aidar (PT) e Henrique Arantes (PTB).

Discussões

A aprovação do projeto da Governadoria que perdoa dívidas da antiga Celg, atual Enel (processo nº 568/18), causou indignação entre os membros da bancada de oposição da Casa, durante sessão ordinária, ocorrida na tarde desta terça-feira, 3. O deputado Luis Cesar Bueno (PT) afirmou que a medida acarretará prejuízo de cerca de 3 bilhões de reais aos cofres públicos.

O montante corresponde a receita advinda da arrecadação do ICMS (29%) cobrado pela empresa para o serviço de fornecimento de energia elétrica. O valor já recolhido deveria ter sido creditado na conta do erário estadual, mas, com o resultado da votação, a dívida deverá ser perdoada.

“Nós não podemos de forma alguma admitir que o erário perca bilhões de reais em forma de receita, de uma votação sem o devido debate e acompanhamento. Esse ICMS foi pago, repassado para Enel e ela não pagou o Estado, o que gerou uma dívida ativa. E agora o governo simplesmente anistiou, isentou a cobrança deste ICMS.   Portanto são quase três bilhões que saiu da saúde, da educação, do serviço público. O que é grave é que os prefeitos não foram ouvidos”, declarou o deputado.

Bueno informou que os recursos advindo da arrecadação do ICMS devem ser repartidos entre os municípios, que têm, por lei, direito à 20% do valor. “Nessa tarde Goiânia perdeu aqui algo em torno de 200 milhões de reais, só neste projeto que acabou de ser aprovado. É muito fácil no apagar das luzes faltando algumas horas para esse governo terminar o seu mandato, mandar para cá um pacote de isenção desse tamanho. Com certeza esse dinheiro vai fazer muita falta para o governador José Eliton. É um presente de grego”, observou o parlamentar.

Ele lembrou ainda projeto aprovado na Casa, ano passado, que concede benefícios fiscais para a multinacional italiana, que ficaria isenta do repasse de novos tributos ao estado. “Não pagava para frente, agora perdoou para trás. Mas o tributo é cobrado do seu talão de energia elétrica”. E concluiu: “foi por causa dessa dívida que a Celg deixou de valer 12 bilhões e foi vendida por quatro. Um presente desse não se vê em lugar nenhum do mundo! O valor do ICMS perdoado aqui hoje, daria para comprar a Celg”.

O deputado Major Araújo (PRP) se mostrou igualmente indignado com a aprovação da matéria e reforçou a crítica do colega petista. “Em média, 36% de todos os recursos que deveriam ser arrecadados em benefício do estado, são perdoados ou concedidos em forma de incentivos fiscais. É um nível acima do normal em qualquer lugar do mundo. Há muitos questionamentos e o que nós queremos aqui é que o governo reveja a sua política de incentivos fiscais, no sentido de recuperar as finanças do estado, que estão bastante comprometidas”, ponderou.  

E cobrou investimentos anunciados pela empresa. “A Enel prometeu que faria investimentos na ordem de três milhões e isso ainda não foi feito, o que explica porque é a última do ranking mundial no setor”, observou o Major.

Outros processos aprovados:

 

Em primeira fase de discussão e votação

Processo 569/18 – Governador do Estado de Goiás - Dispõe sobre a denominação do Centro de Ensino em Período Integral -CEPI- que menciona e dá outras providências.

Processo 930/18 – Governador do Estado de Goiás - Altera a Lei nº 19.677, de 13 de junho de 2017, que institui o Fundo Constitucional de Transportes -FCT.

Processo 1089/18 – Governador do Estado de Goiás - Autoriza a abertura de crédito especial à Universidade Estadual de Goiás (UEG), no valor global de R$ 4,5 milhões.

Processo 5200/17 – Deputado Diego Sorgatto - Dá denominação ao próprio público que especifica. (“Pedro Mourão”, o colégio em construção Dom Bosco).

Processo 2442/17 – Deputado Diego Sorgatto - Dá denominação de Valderi dos Santos Souza (Mimi), ao Colégio Estadual, situado na região da Fazenda Samambaia, zona rural, município de Luziânia - GO.

Processo 1047/18 – Governador do Estado de Goiás - Cria e denomina a unidade de ensino que especifica. (Colégio Estadual Profª Lázara de Fátima e Silva Flores, com sede no Município de Goianira-GO)

Processo 3762/17 – Governador do Estado de Goiás - Institui a Semana Estadual de Luta Contra a Ataxia e dá outras providências.

Processo 646/18 – Governador do Estado de Goiás - Autoriza a transferência de recursos financeiros à entidade que especifica.

Processo 748/18 – Governador do Estado de Goiás - Dispõe sobre a transformação da unidade de ensino que especifica em Colégio Estadual da Polícia Militar de Goiás - CEPMG.

 

Em segunda fase de discussão e votação

Processo 3479/17 – Deputado Karlos Cabral - Altera a Lei n° 17.477, de 25 de novembro de 2011, que dispõe sobre o Sistema de Assistência à Saúde dos Servidores do Estado de Goiás - IPASGO saúde, e dá outras providências.

Processo 643/18 – Governador do Estado de Goiás - Autoriza o chefe do Poder Executivo a alienar, mediante doação onerosa, a área de terras que especifica ao município de Trombas e dá outras providências.

Processo 772/18 – Governador do Estado de Goiás - Autoriza o Departamento Estadual de Trânsito – Detran, a doar veículos ao donatário que indica e dá outras providências.

 

Em fase de discussão e votação única

Processo 899/18 – Governador do Estado de Goiás - Indica o nome de JOÃO RIBEIRO DE CASTRO para recondução, a partir de 25 de abril de 2018, ao cargo de Conselheiro do Conselho Regulador da Agência Goiana de Regulação, Controle e Fiscalização de Serviços Públicos. Aprovado com 25 votos SIM e zero NÃO.

 

Parecer favorável da Comissão de Constituição, Justiça e Redação

Processo 5025/17 – Deputado Daniel Messac - Concede título de cidadania a Antônio José Gavino Paixão. À Comissão Executiva.

Processo 5047/17 – Deputado Daniel Messac - Concede título de cidadania a José Wellington Costa Junior. À Comissão Executiva.

Processo 1168/18 – Deputado Henrique Arantes - Denomina logradouro público que especifica (Hospital de Urgência de Goiás - Hugo 9, como Hospital de Urgência de Goiás Nelson Alves de Sousa - Hugo NAS) localizado no município de Águas Lindas - GO.

Processo 1082/18 – Deputado Luis Cesar Bueno e outros - Concede título de cidadania a Alex Neves de Azevedo.

Processo 0825/18 – Deputado Wagner Siqueira e outros - Concede título de cidadania a Marcellus Marques Mendes.

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