Deputados da oposição criticam indicações políticas durante discussão de matérias
O deputado José Nelto (Podemos) utilizou a discussão do processo n. 1424/18, da Governadoria, que dá denominação ao trecho de rodovia que especifica (Eurípedes de Oliveira) a rodovia GO-474, entre o Município de Abadiânia e o Lago de Corumbá IV, para questionar a escolha do ex-deputado Carlos Alberto Leréia para o cargo de Secretário da Articulação Política. Para o parlamentar, a decisão do governador José Eliton (PSDB) em indicar Leréia para o cargo desmoraliza o Executivo.
“O atual governador começou mal quando indicou seu secretariado. A população brasileira quer pessoas honradas ocupando cargos públicos. Para nossa surpresa, o atual governador indicou para sua equipe o porta-voz do Cachoeira, Carlos Alberto Leréia. Para quem não o conhece, foi ele quem mandou um abraço para o Cachoeira do Congresso Nacional. Não tenho nada pessoal contra o Cachoeira, mas é a cara desse governo indicar um ex-deputado condenado criminalmente em primeira instância", disse, questionando a ética e moralidade do governo.
José Nelto abordou ainda sobre a indicação do ex-secretário do Governo marconi, Sérgio Cardoso, para o cargo de conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), na vaga do ex-conselheiro Sebastião Caroço. De acordo com ele, a indicação do cunhado do ex-governador Marconi Perillo "não é razoável".
“O que a sociedade pode esperar desse governo? Está em minhas mãos o projeto que indica Sérgio Cardoso, o cunhado de Marconi Perillo, para vaga do TCM. Vai receber a bagatela de R$ 30 mil, além de mordomias. Marconi é o primeiro governador que deixa um cunhado no TCM. Faz isso para que o cunhado possa perseguir prefeitos da oposição e aliviar as contas dos prefeitos amigos”, afirmou o parlamentar.
O deputado Major Araújo (PRP) aproveitou a deixa e também criticou a indicação de Sérgio Cardoso para a vaga de conselheiro do TCM. Ao afirmar que a escolha atende ao ex-governador Marconi Perillo, o deputado diz que votará contra a matéria.
“Não somos favoráveis à indicação do cunhado do ex-governador. Somos contrários. Por tudo o que foi dito e muito mais. A pior conduta que alguém pode praticar à frente do Executivo é nepotismo. A astúcia do ex-governador é grande. Determinou ao seu vice, José Eliton, que assumiu a cadeira do Executivo, que assim o fizesse. Todos sabem que esse ato, embora tenha a assinatura de José Eliton, o ato é de Marconi Perillo”, afirmou o deputado.
Major Araújo disse também que é necessária a extinção do Tribunal de Contas dos Municípios. De acordo com ele, Goiás é um dos três Estados que mantém essa corte. Para o parlamentar, os recursos gastos poderiam ser destinados à prestação de serviços para a população.
“Somos um dos três Estados que tenha Tribunal de Contas dos Municípios. É desnecessário. Vamos trabalhar para extinguir esse órgão. Precisamos de recursos para a nossa sociedade. Os vírus da gripe, por exemplo, têm matado crianças. Faltam vacinas. E temos o TCM que serve para gastar recursos sem necessidade. Somos contra isso”, afirmou.