Seis partidos perderam representantes na Assembleia Legislativa
Nada menos do que seis partidos (PR, PSL, PHS, PMN, PSC e Solidariedade) perderam representantes no Plenário da Assembleia Legislativa em função da chamada “janela partidária”, dispositivo criado pela nova legislação eleitoral, que permitiu aos deputados estaduais e federais a mudança de sigla sem o risco da perda do mandato.
O Partido Republicano (PR) foi o mais prejudicado: elegeu dois deputados em 2014, mas perdeu Álvaro Guimarães para o Democratas (DEM) e Cláudio Meirelles para o PTC.
O PSL também elegeu dois filiados em 2104, Lucas Calil e Santana Gomes, mas hoje a sigla já não consta mais do painel da Assembleia Legislativa. Explica-se: Calil deixou o partido por causa de divergências com o novo comando regional, enquanto Santana perdeu o mandato para o pastor Jeferson Rodrigues (PRB), em dezembro de 2016, após recontagem de votos determinada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE).
O terceiro partido que desapareceu do Parlamento Estadual foi o PHS. Tudo a ver com a decisão de seu único representante, Jean Carlo, de se filiar ao PSDB para continuar na base governista na Assembleia Legislativa. Aliás, o mesmo argumento foi usado também pela deputada Eliane Pinheiro para trocar o PMN pelo PSDB – ela vai disputar a reeleição, enquanto Jean vai tentar mandato na Câmara dos Deputados.
O desaparecimento do PSC também tem justificativa parecida: o deputado Simeyzon Silveira, mesmo sendo considerado um político de formação cristã, entendeu que teria melhores chances de reeleição no PSD.
No caso do Solidariedade (SD), a sua representatividade na Assembleia já tinha acabado em março de 2016, quando o deputado Carlos Antonio optou por se filiar ao PSDB para tentar, sem sucesso, conquistar a Prefeitura de Anápolis. Hoje, vale lembrar, ele está filiado ao PTB.