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Mãe por Barriga Solidária testemunha em debate na Assembleia

10 de Maio de 2018 às 11:19

Está sendo realizada na manhã desta quinta-feira, 10, no Auditório Solon Amaral da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego), uma mesa redonda para debater acerca das diversas formas existentes de ser mãe. A mãe por “barriga solidária”, Lu Salatiel, participa do evento.

A vendedora de joias e influenciadora digital, de 43 anos, conseguiu realizar o sonho de ser mãe após a amiga, a administradora de imobiliária Allana Cristina Rodrigues, de 24, se tornar uma barriga solidária e gerar o bebê. Com o nascimento da criança, Lu Salatiel conta aos presentes sobre sua experiência e os motivos que a levaram a recorrer ao tratamento.

Ela conta que descobriu aos 14 anos que tinha uma atrofia no útero e quando se casou tentou, desde a fertilização à adoção. Todas as tentativas não tiveram sucesso. “Após cinco anos buscando alternativas para o sonho de ser mãe conseguimos, ao voltar para as tentativas de fertilização, gerar o Pedro que hoje completa 21 dias, e que finalmente trouxe a mim o coração de mãe”, conta.

No processo de fertilização in vitro, é retirado o óvulo da mãe e os espermatozoides do pai e fecundados em laboratório. Em seguida, o óvulo é colocado na barriga solidária. Assim, todo o material genético da criança será dos pais. Lu Salatiel recomenda a todas a mulheres que estão na mesma condição que ela, que não desistam do sonho de ser mãe, e ainda para que as que estão em período ideal de gestação que não deixem o tempo passar.

“A mulher tem uma idade ideal natural para gestação, que vai dos 15 aos 35 anos, a cada ano que passa, após os 35, ela perde 10% de chances de gravidez, então primeiramente não deixe esse tempo passar, e às que já encontram dificuldades recomendo que busquem informações e não desistam pois atualmente existem diferentes tratamentos para cada situação e um destes pode ajudar com a realização do sonho de ser mãe”, disse.

Ela destacou que atualmente usa sua história e experiência para incentivar e ajudar mais mulheres que não podem ter filhos a procurar alternativas, como o útero solidário, para realizar o sonho de ser mãe. Lu disse ainda que desenvolve um trabalho que pode ser encontrado através da #barrigasolidária, no qual as mulheres podem buscar mais informações sobre a causa da Barriga Solidária, bem como da adoção, da fertilização in vitro, entre outros.

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